No relatório da BM&FBovespa, o ombudsman Izalco Sandenberg classificou como pequena a perda de 3.645 investidores cadastrados e considerou estável a quantidade registrada nos dois últimos anos, apesar de ter baixado de 614.638 para 611.173 os registros na central depositária da instituição. Realmente, a oscilação de 0,56% poderia ser considerada como desprezível se não fossem os milhões de reais gastos desnecessariamente com a campanha com Pelé, “Quer ser sócio”. Interessante é que na parte referente às reclamação feitas à BM&Fbovespa em 2010, consta o seguinte: “As queixas subiram consistentemente de 2005 a 2008 e desde então houve o caminho inverso.”
“O que aconteceu? Na verdade, os anos de 2007, 2008 e 2009 foram anômalos, e por razões diversas. Em 2007, cerca de 20% das demandas ao ombudsman envolveram os IPOs (iniciais em inglês para ofertas públicas de ações) das antigas Bovespa e BM&F. Nos dois anos seguintes, o excesso de reclamações esteve diretamente ligado ao terremoto financeiro que eclodiu nos Estados Unidos (agosto de 2008) e abalou a economia mundial. Se essas excepcionalidades forem relevadas, verifica-se que a quantidade de demandas em 2010 voltou mais ou menos ao patamar de 2007. Ainda assim, estão em queda”. Pelo visto, dentro de alguns anos, a figura do ombudsman da Bovespa se tornará desnecessária, pois no ano passado só recebeu 689 reclamações, quantidade 6,3% menor que a registrada no ano anterior, e a maioria foi de investidores pessoa física ou clientes de corretoras. Esse é o menor patamar desde 2006.
“Ombudsman” deveria zelar pela transparência?
Pelas informações do Izalco, as corretoras lideraram o ranking das instituições com o maior número de reclamações, na base de 72% do total, seguidas pelos bancos com 18%, bolsa com 8% e empresas com 2%. Levando-se em consideração a tal da auto-regulação concedida para a Bovespa e também a tal da transparência exigida para todas as empresas abertas, no relatório deveria constar a quantidade e o nome das instituições que prestaram serviço deficiente para os clientes.
Captação supera expectativas
A Kinea, gestora fundada pelo Itaú e especializada em hedge funds, private equity e real estate, fez mais uma captação e o fundo Kinea Renda Imobiliária FII atingiu um volume de aproximadamente R$ 410 milhões, 34% superior ao esperado. Segundo Carlos Martins, responsável pela área imobiliária da Kinea, o investidor mostrou interesse pelo fundo imobiliário já na primeira e segunda tranches. Por causa disso, houve a decisão de focar em uma captação maior a fim de perseguir investimentos de maior valor unitário. O Kinea Renda Imobiliária é voltado para investimentos em prédios comerciais e centros de distribuição, preferencialmente prontos e locados, nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.
Com os recursos captados na segunda tranche foram adquiridos dois ativos logísticos, sendo um deles a futura fábrica da Foxconn em Jundiaí e um centro logístico em Sumaré, no interior do estado, sendo que outros ativos estão nesse momento em diligência para aquisição. Dessa vez, os aportes serão direcionados para 4 a 6 empreendimentos. A emissão teve como público alvo investidores dos segmentos Personnalité e Private, pessoas físicas e jurídicas, bem como não clientes. O valor mínimo do investimento foi de R$ 33,6 mil, e a taxa de administração é de 1,25% ao ano.
O Kinea Renda Imobiliária FII foi lançado em 2010 e é o primeiro fundo de investimento imobiliário administrado pela Intrag DTVM, do grupo Itaú, mas administrado pela Kinea Investimentos. Em 2011 apresentou retorno superior a 32,5% ficando entre os melhores retornos da indústria. Desde o seu lançamento, a cotação em bolsa teve valorização superior a 25%. A Kinea é uma gestora de fundos criada em 2007 a partir de uma associação do Banco Itaú e profissionais de mercado. Possui operação independente e pauta suas decisões e ações pela ética nos negócios, consistência estratégica e transparência. Com R$ 2,4 bilhões sob sua gestão, opera nos segmentos de hedge funds, real estate e private equity.














