Campeões de impostos

Os brasileiros pagam R$ 19,8 mil de impostos por segundo, o que corresponde a R$ 206,88 por pessoa, um aumento de 35,37% do produto interno bruto (PIB), de dezembro de 2003, para 38,11% do PIB, em junho de 2004. Os dados são do presidente do PFL, Jorge Bornhausen, que deve entender do tema. Quando no poder, em condomínio com os tucanos, aumentou a carga tributária de 24% do PIB, em 1994, para 36%, em 2002. Dois terços desse aumento foram usados para pagamento de juros a banqueiros a rentistas.

“Causa mortis”
Esqueça tudo o que você já leu sobre causas de morte no Brasil. A sepse – doença que provoca infecção generalizada do organismo – está matando mais gente no país do que a insuficiência cardíaca e o infarto. Quem garante é o presidente do Instituto Latino-Americano de Sepse, Eliezer Silva, que apresenta hoje em sistema de vídeoconferência, a partir do hospital Pró-Cardíaco, resultado de uma pesquisa da qual participaram cerca de 15 instituições. A tragédia custa caro: o Brasil gastou R$ 16,5 bilhões nas áreas pública e privada no tratamento dos doentes. Hoje, morrem no mundo cerca de 2,4 mil pessoas por dia de septicemia.

VIP
Pesquisadores cariocas denunciam que o acesso à biblioteca da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro foi privatizado. Formada durante décadas com recursos do patrimônio público e ponto de referência indispensável para a comunidade acadêmica do estado, a biblioteca da FGV agora impede o público externo de ingressar no seu interior. Além disos, os ex-alunos só podem freqüentar o local pagando contribuição anual de R$ 100. O acesso gratuito foi transformado em exclusividade para professores, funcionários e os atuais alunos da casa. Pesquisadores identificam na mudança uma aliança entre corporativismo e privatização.

De arrepiar
As denúncias contra integrantes da CPI do Waldomiro Diniz da Assembléia Legislativa do Rio fez voltar à tona mensagem que circula, pelo menos desde o início do ano passado, pela Internet com supostas denúncias sobre irregularidades envolvendo parlamentares. Embora tenha de ser recebida com todos os cuidados dedicados às mensagens que circulam pela rede, ainda mais apócrifas, ela impressiona pela quantidade de detalhes – cabeludos – alinhados por seu autor.

Rapina
O preço médio da tarifa de energia elétrica pulou, de 1995 até 2003, de R$ 93 para R$ 280. Em contrapartida, a renda média do brasileiro, nesse mesmo período, despencou de R$ 850 para R$ 650, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios (PNAD), do IBGE. O alerta é do diretor do Instituto de Desenvolvimento Estratégico do Setor Elétrico (Ilumina), Roberto Pereira D”Araújo.

Ouro negro
A balança comercial do Estado do Rio de Janeiro registrou déficit de US$ 134,8 milhões em setembro, com exportações de US$ 401,1 milhões e importações de US$ 535,9 milhões. A queda nas vendas de petróleo e gás explica o resultado negativo. Com este desempenho, o saldo acumulado no ano está negativo em US$ 186,3 milhões, valor quase igual ao acumulado em 12 meses. As exportações do estado, de janeiro a setembro, somaram US$ 4,3 bilhões, com avanço de 27,2% sobre a receita registrada no mesmo período de 2003. Os produtos semimanufaturados foram o destaque, com crescimento de 62,9% sobre o ano passado. A maior parte do crescimento das exportações fluminenses, nos primeiros nove meses deste ano, deveu-se ao aumento dos preços de exportação: 15,7% em relação ao mesmo período de 2003, contra um aumento de 10,6% do volume. Mais uma vez, o petróleo explica os números, com a galopante alta do preço do barril.

Compras
A taxa de crescimento das importações fluminenses no acumulado em 12 meses alcançou 33,1%, superando, pela primeira vez nos últimos quatro anos, a taxa de aumento das exportações, que ficou em 28,9%. Os Estados Unidos continuam como principal parceiro externo do Rio, tendo respondido por 25,9% das exportações e 15,3% das importações.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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