Candidato

Até as esquinas (que não existem) do Plano Piloto de Brasília comentam o boato da renúncia do governador Joaquim Roriz, que segue negando. Há quem aposte que o secretário de Obras do Governo do Distrito Federal, Tadeu Felipelli, será o candidato em nova eleição, 90 dias após a renúncia.

Guerra e paz
O professor Theotonio dos Santos proferiu ontem a aula inaugural dos cursos de relações internacionais da Universidade Estácio de Sá sobre “Guerra e Paz nas Relações Internacionais”. Ele é professor titular da UFF, onde dirige o Grupo de Estudos sobre a Economia Mundial (Gremimt), e é o coordenador da Cátedra e Rede da Unesco e da Universidade das Nações Unidas sobre Economia Global e Desenvolvimento Sustentável (Reggen). Os cursos de relações internacionais avançam no país e já alcançam mais de uma centena. Neste sentido deve-se destacar a iniciativa da Capes de criar uma rede de estudos sobre o tema. A UFF foi uma das quatro universidades relacionadas para dar início a este programa que leva o nome consagrado de Santiago Dantas. A universidade iniciará seu Mestrado em Relações Internacionais no próximo semestre e o professor Theotonio, que integra o Conselho Editorial do MM, lecionará a cadeira de Economia Política Internacional (www.uff.br).

Promoção
A Associação Mundial de Jornais (WAN, na sigla em inglês) concedeu prêmio à Associação Nacional de Jornais (ANJ) pelo melhor trabalho promocional realizado no mundo para a difusão do valor do meio jornal entre leitores e anunciantes. Dentre essas ações estão: Banho de Jornal, Newsletter Jornais, Calendário Promocional, Prêmio ANJ de Criação Publicitária e campanhas publicitárias de valorização do meio.

Titanic
Em depoimento à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, o ministro Antônio Palocci argumentou ser necessário “pôr ordem na casa” antes de reduzir os juros. É uma curiosa inversão no modo de ver as coisas. Ano passado, o setor público consolidado (Tesouro, Banco Central, Previdência Social, estados, municípios e estatais) teve déficit nominal (inclui gastos com juros) de R$ 61,614 bilhões, equivalente a 4,38% do Produto Interno Bruto (PIB). Este rombo foi causado pelos gastos de R$ 113,978 bilhões, equivalentes a 8,43% do PIB, com pagamento de juros da dívida pública. Essa sangria “engoliu” o superávit primário (total economizado para pagar juros) de R$ 52,364 bilhões, ou 4,06% do PIB. É mais ou menos como tirar água do convés com um balde em vez de consertar o casco do navio.

Trincheira
O jornal Brasil de Fato terá seu lançamento paulista, amanhã, às 19h30m, no Centro de Formação do MST, na Rua Domingos Paiva 672, ao lado da estação de metrô do Brás. Lançado durante o Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, o jornal se propõe a apresentar visões alternativas às políticas neoliberais.

Contramão
Costumam repetir os defensores de políticas econômicas ortodoxas o ditado: “Se existe no Brasil e não é jabuticaba, não presta”. Pois o nosso é o único país que pensa em elevar as taxas de juros, enquanto todos os outros países do mundo civilizado estudam a redução das taxas. O Banco Central Europeu diminuiu na semana passada em 0,25 ponto percentual; outros bancos centrais estudam o mesmo, diante da recessão que se avizinha.

Quase morto
Com salários reais, vendas e confiança do consumidor em baixa, a margem de manobra que as empresas possuem para repassar custos aos preços finais fica mais estreita, na opinião do economista-chefe do BicBanco, Luiz Rabi. Ele acredita que o aumento dos juros para 26,5% ao ano e dos compulsórios sobre os depósitos à vista ainda não produziram efeitos sobre a economia. Ou seja, o nível de atividade deve cair ainda mais durante os próximos meses. “É justamente nesta queda e no seu poder para segurar aumentos de preços que o BC aposta todas suas fichas neste momento e, se julgar que este movimento será suficiente, não haverá motivos para nova alta na taxa de juros”, explica Rabi.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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