Canecão

O senador Roberto Saturnino (PSB-RJ) manifestou-se contra a proposta de tombar o edifício que abriga a casa de espetáculos Canecão, no Rio. Segundo o senador, o prédio, que pertence à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), foi entregue à iniciativa privada e explorado comercialmente, muitas vezes sem repassar o aluguel devido à Universidade. No entanto, o potencial do local onde está o Canecão pode ainda ser melhor aproveitado. “A UFRJ, além de retomar o imóvel, pode manter naquele espaço uma casa de espetáculos tão ou mais bem equipada e que vai auxiliar muito a universidade a sair da crise financeira que está enfrentando”, afirmou Saturnino. Outra solução seria o arrendamento do espaço, que forneceria os recursos que as atividades universitárias tanto precisam, como no setor da pesquisa. “Faço um apelo para que os deputados da Assembléia Legislativa do Rio não aprovem esse tombamento. Até porque é uma construção que não apresenta qualquer valor arquitetônico ou histórico”, ponderou o senador.

Aposentado
As últimas semanas consecutivas em que o prêmio da Mega-Sena acumulou não deixam dúvidas: o ex-deputado João Alves desistiu de jogar nas loterias.

Combatente
Essa coluna não poderia deixar de homenagear o jornalista e economista Ricardo Bueno, 50 anos, que morreu domingo, às 18h58min, no Hospital Samaritano, em Botafogo, vítima de câncer de pele. Nome destacado do jornalismo independente e progressista, Bueno iniciou sua carreira nos anos 70 pela redação do Opinião, passando por Pasquim, O Movimento,  Diário Indústria e Comércio, Jornal do Commercio do Rio e Tribuna da Imprensa. Participou de programas de radiojornalismo pelas emissoras Jornal do Brasil, Tupi, Nacional, Globo e Roquete Pinto. Ultimamente exercia atividades de assessoria nas áreas de imprensa e divulgação – era assessor do Conselho Regional de Economia do Rio -, além de lecionar na Universidade Cândido Mandes e participar do programa Faixa Livre, da Rádio Bandeirantes. O corpo foi sepultado segunda-feira no Cemitério São João Batista. Deixa viúva, Sônia Toledo, e quatro filhos.

Pós-FMI
A globalização fez o número de desempregados no mundo saltar de 45 milhões, em 1979, para 150 milhões, em 1998. Com um agravante: a participação de desempregados de países do G-7 – onde a rede de seguridade social é bem mais ampla – caiu de um terço, em 79, para 15%, ano passado, enquanto a dos países pobres cresceu geometricamente. Os dados, da Organização Internacional do Trabalho, foram citados pelo professor Márcio Pochmann, durante o ciclo de debates “O Rio pensa o Brasil”, promovido pela Faperj e apoiado pelo MM.

Passe livre
Os desempregados poderão ter passe livre nos ônibus municipais e intermunicipais, caso seja aprovada proposta do senador Geraldo Cândido (PT-RJ), que garante esse benefício aos trabalhadores que estiverem recebendo o seguro-desemprego. O senador recolheu o número de assinaturas necessárias para apresentar a sua primeira Proposta de Emenda Constitucional (PEC), que será examinada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, antes de ser votada no Senado.

Divisa
O posto de fiscalização de Nhangapi, divisa com São Paulo, já está contribuindo com uma boa arrecadação de ICMS para o Estado do Rio. De janeiro a setembro, o posto arrecadou de ICMS R$ 13,5 milhões. Só em setembro, a arrecadação foi de R$ 5 milhões, segundo a Secretaria estadual de Fazenda. A média mensal de arrecadação gira em torno de R$ 1,4 milhão.

Vinde a mim a banca
Retrato 3 x 4 do reinado tucano: o relatório de 1999 da Unicef sobre o Progresso das Nações revela que, de cada US$ 100 de riqueza produzida no Brasil, US$ 24 são destinados ao pagamento de dívidas a credores internacionais. Não por acaso, o mesmo relatório mostra que o Brasil, do ministro José Serra, é o quarto país do mundo em incidência de tuberculose, com o escandaloso número de cerca de 85 mil casos por ano.
Sem esperança
O relatório da Unicef revela ainda que um bebê nascido no Brasil tem 30% de chances de não ser registrado, 21% de probabilidade de ter pais analfabetos e apenas 7% de viver numa família com renda mensal superior a 20 salários mínimo.

Justiça universal
O presidente FH não está sozinho na derrota na tentativa de tungar aposentados. Nos Estados Unidos, a Suprema Corte também considerou inconstitucional a cobrança de contribuição dos servidores inativos e pensionistas à Previdência. A decisão foi baseada no princípio da manutenção de direitos adquiridos pelos servidores americanos. A informação foi dada pelo ex-diretor-executivo do Fundo de Pensão dos Funcionários Públicos do Estado de Nova York Joseph Metz, que participou, ontem, em São Paulo, do Congresso da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Privada (Abrapp).

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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