Os fluxos globais de capital voltados à transição climática atingiram US$ 1,9 trilhão em 2023 (Climate Policy Initiative). No Brasil, as emissões de títulos sustentáveis no mercado externo saltaram de US$ 2,06 bilhões em 2022 para US$ 6,55 bilhões em 2024 — crescimento de 218% em 2 anos, segundo o Banco Central. “O volume não é mais o problema: o desafio agora é estruturar caminhos claros para transformar esse capital em projetos viáveis e escaláveis”, sustenta o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), que lançou a 1ª edição do Radar de Tendências 2026, publicação que identifica os principais movimentos que estruturam a nova agenda empresarial de sustentabilidade no Brasil.
O CEBDS destaca as 5 tendências da agenda de sustentabilidade em 2026: capital como condição de execução, informação qualificada como base de decisão, descarbonização como competência operacional, natureza como ativo econômico e cooperação internacional como escala de transformação.
- Capital Verde – O capital ficou mais exigente. Investidores globais querem menos promessas e mais evidência: transparência real, métricas consistentes e resultados mensuráveis. A sustentabilidade migrou da comunicação institucional para o coração das áreas financeiras — hoje é variável de risco, retorno e custo de capital. Empresas que compreenderem essa mudança não estarão apenas captando recursos, mas reposicionando sua estratégia para um mundo em que desempenho ambiental e valor econômico caminham juntos.
- Materialidade Real – Pesquisa da Amcham com mais de 400 executivos mostra que 72% das empresas integraram sustentabilidade à estratégia de negócios em 2025, frente a apenas 26% dois anos antes.
- Descarbonização em Escala – As Coalizões Setoriais pela Descarbonização do CEBDS, com mais de 270 instituições, já mapeiam potencial de redução de até 70% das emissões no transporte, metas de até 90% na mineração e R$ 450 bilhões em investimentos projetados no setor elétrico.
- Natureza como Ativo Estratégico – O Relatório TNFD 2025 revela que 63% de 620 empresas consultadas globalmente consideram riscos ligados à natureza tão relevantes quanto os climáticos. Levantamento da Deloitte Brasil e Capital for Climate aponta intenção de alocar US$ 10,4 bilhões em soluções baseadas na natureza até 2027.
- Cooperação Internacional – O Global Cooperation Barometer 2026 (World Economic Forum) aponta clima, capital natural, inovação e tecnologia como os vetores mais dinâmicos da cooperação global hoje.
Rápidas
O primeiro Almoço Mensal de 2026 do Ibef-Rio será em 26 de março, com palestras de David Zylbersztajn e Tiago Galdino, CFO Paytrack *** O presidente do TST, ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, fará a conferência magna do Seminário de Direito e Processo do Trabalho do IAB, nesta quinta-feira, 16h, com transmissão ao vivo pelo canal TVIAB no YouTube. O evento se encerra na sexta-feira, 10h *** Bruno Gonçalves debate nesta quarta-feira, em Socoraba, como a Experiência do Cliente e Felicidade Corporativa impactam resultados dos negócios *** A Associação Brasileira de Lawtechs e Legaltechs (AB2L) inaugura nesta quinta, 17h, em Botafogo (RJ), seu 1º hub físico voltado ao fortalecimento do ecossistema de inovação jurídica e tecnológica *** O pianista Marvio Ciribelli estará na Casa de Cultura Adolpho Bloch, em Teresópolis (RJ), nesta sexta-feira *** José Fernandes, presidente e CEO da Honeywell América Latina, foi eleito presidente do Conselho de Administração da Amcham Brasil. Ele sucede Marcelo Marangon, do Citi *** A Zoox Smart Data estreia como gestora oficial de dados do MotoGP em Goiás, marcando o retorno da competição ao Brasil, e assume pelo 3º ano consecutivo a operação de dados do Lollapalooza Brasil.

















