Capitalização geraria rombo para o governo cobrir

Maioria dos aposentados seria jogado numa espécie de BPC, custeado pelo Estado.

A proposta de capitalização para a Previdência caminha para o cadafalso. E que vá em paz. Além de significar uma cunha no ideal de solidariedade que rege o atual sistema de aposentadorias, a capitalização representa uma perspectiva de perda para os futuros aposentados e para o Estado.

Segundo cálculos da Associação Nacional dos Fiscais da Receita Federal (Unafisco), a aposentadoria paga representará 20% da renda média mensal do trabalhador. Como o brasileiro recebe, em média, R$ 2,2 mil por mês, conseguiria uma aposentadoria de R$ 440. Como, mesmo com a reforma de Bolsonaro, ninguém poderá receber menos que o salário mínimo, o governo será obrigado a complementar as aposentadorias. Neste exemplo, em média, com R$ 500 por aposentado.

Na prática, a proposta de capitalização significaria um subsídio pago pelo Estado às instituições financeiras que iriam operar o sistema. Pelos cálculos da Unafisco, ao longo de 35 anos de contribuição do trabalhador, as empresas ficariam com 34,51% da contribuição do trabalhador. Este dinheiro teria que ser reposto pelo Estado.

 

Luz do sol

A Controladoria Geral do Estado do Rio de Janeiro (CGE) inaugurou o Disque Rio Contra a Corrupção, Inspirado no Disque Denúncia, o serviço telefônico permitirá à população denunciar anonimamente casos de corrupção envolvendo agentes públicos do estado, como tentativa de suborno, desvio de dinheiro público, nomeação de funcionários fantasmas, entre outros. O canal funcionará de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, pelo número (21) 2276-6556.

 

Desvendando o ‘embromês’

BANCO CENTRAL INDEPENDENTE – Independente de quem?, perguntará o inteligente leitor. Do Brasil, do atendimento às necessidades nacionais, lhe respondo coerente com o pensamento neoliberal do atual Governo. Pois é uma proposta ao Congresso do Governo Bolsonaro. Mas os empregados, chefes, diretores e o presidente do Banco Central continuarão recebendo salários e fazendo despesas de viagens e todas as outras com o seu dinheiro. Isto mesmo; eles não prestam contas à Nação mas vivem dos impostos pagos pelos brasileiros. Esta absurda ideia é mais uma maneira dos banqueiros, mesmo quando forem derrotados nas urnas, continuarem a explorar o povo. Caberia acrescentar a este projeto de “independência do Banco Central” que as despesas da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) também constassem do orçamento do Poder Executivo. Ou então que não se aprove esta proposta indecente.

 

Maltrata os velhos

Tirar a Previdência da Constituição é, junto com a introdução da capitalização, objetivo mor de Paulo Guedes. Um dos efeitos será acabar com a obrigação de manter o valor real das aposentadorias. Alguém acredita que a proposta é para dar reajustes mais generosos?

 

Rápidas

Igor Eça e Renato Aroeira – o cartunista preferido de Bolsonaro, só que não – apresentam nesta sexta-feira o show Ao Som de um Bolero, na Trattoria del Campo, em São Cristóvão, Zona Norte do Rio de Janeiro. Começa às 18h. Reservas: (21) 4101-5423 *** O Dia Mundial da Criatividade é celebrado em 21 de abril. O Caxias Shopping vai comemorar das 14h às 19h, com oficinas em parceria com o AteliArte *** O Instituto dos Advogados do RS (Iargs) realizará seminário sobre a reforma da Previdência dia 26, das 8h às 17h30, no auditório da Associação dos Auditores-Fiscais da Receita Municipal de Porto Alegre. Inscrições em seminarioprevidencia.eventize.com.br *** A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) realizará a décima edição do Congresso de Fundos de Investimento em 24 e 25 de abril, na Bienal de São Paulo. Mais informações: congresso.anbima.com.br

 

 

 

 

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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