Cariocas vão sentir quando voltarem para os escritórios?

É especialmente difícil para os bancos criarem e manterem a coesão e cultura da empresa.

Acredite se Puder / 16:39 - 23 de set de 2020

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Para os cariocas, vai ser fácil abandonar o home office? Tudo indica que difícil, pois o calor está voltando e praia com chopp bem gelado afetará o rendimento daqueles que serão obrigados a trabalhar em casa. Enquanto isso, os que moram longe da praia terão outros tipos de preocupação. Na semana passada, Jaime Dion, CEO do JPMorgan Chase já havia se manifestado contra esse tipo de trabalho, alegando que o prolongado pode causar sérios danos sociais e econômicos. Praticamente a mesma opinião tem Larry Flink, presidente da BlackRock. O interessante é que os dois não pensavam numa cidade privilegiada com o Rio de Janeiro, aonde vai ser dificil haver a concentração. A diretora de operações do banco UBS, Sabine Keller-Busse, que emprega cerca de 70 mil pessoas pensa de modo e acha que até um terço desse contigente pode trabalhar remotamente de forma permanente.

Sergio Ermotti, presidente do UBS, faz coro com executivos do setor financeiro que questionam o impacto de ter grande parte dos empregados em trabalho remoto. Ermotti, falando em conferência do Bank of America, disse que é especialmente difícil para os bancos criarem e manterem a coesão e cultura da empresa, quando os funcionários trabalham em casa. No caso do UBS, o executivo projeta que, a longo prazo, entre 20% e 30% da equipe trabalhará em casa e disse que uma taxa de 85% para os bancos “não é sustentável”.

 

Hapvida continua aumentando sua rede

A Hapvida comprou a Plambeg e a NSA, duas empresas situadas na região Centro-Oeste, sendo que o valor de aquisição da primeira empresa é de R$ 23 milhões e da segunda de R$ 6 milhões. Na avaliação da Ágora Investimentos, as aquisições reforçam o posicionamento da Hapvida no setor, que adquiriu ambas as operações a preços atraentes, pois as da Plamheg, o pagamento de cerca de R$ 1,3 mil por vida parece atraente, considerando que as transações recentes das operadoras sem verticalização foram superiores a R$ 1,5 mil por vida. Em relação à transação do Hospital Nossa Senhora Aparecida também parece ser uma compra a um preço atraente de pouco mais de R$ 110 mil por leito, ante o valor histórico que frequentemente varia significativamente, mas tem uma média de cerca de R$ 300 mil por leito.

 

Ser comprou colégio para pagar em 5 anos

Na semana passada, a Ser Educacional anunciou que pagaria R$ 4 bilhões pela parte brasileira da Laureate. Uma semana depois comunica ao mercado que adquiriu o Colégio Cultural Módulo Ltda, instituição mantenedora da Faculdade Juazeiro do Norte (FJN), vai solidificar ainda mais a sua atuação no Nordeste, aumentando sua exposição a programas de graduação, como direito e saúde (excluindo medicina).

O interesssante é que a Ser pagou R$ 24 milhões, primeiramente em duas parcelas de R$ 6 milhões, uma na data de fechamento da operação e outra após 30 dias. Os R$ 12 milhões restantes devem ser quitados em cinco parcelas anuais.

Bom, quem ameaçava pagar R$ 4 bilhões e quita quantia pequena dessa forma significa que não tem muito dinheiro.

 

Acionista comprou mais

O acionista Truxt Investimentos aumentou a participação, passando a administrar um total de 24,9 milhões, correspondentes a 12,19% do total de ações ordinárias da Plano & Plano. Ninguém entendeu.

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