Retrospectiva
Início Conjuntura Carros mais vendidos em 2023 desvalorizaram até 19%, em média

Carros mais vendidos em 2023 desvalorizaram até 19%, em média

Intenção de compra de carro no país chega a 70%; média global é de 44%, brasileiro está mais propenso a comprar veículos elétricos e híbridos

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Vendas de automóveis (foto da ABr, arquivo)
Vendas de automóveis (foto da ABr, arquivo)

Os automóveis mais vendidos do Brasil em 2023 desvalorizaram até 19%, em média. É o que aponta levantamento da KBB Brasil. Segundo o estudo, com mais de 120 mil emplacamentos, a Fiat Strada foi a líder de vendas no Brasil em 2023 entre os automóveis e os comerciais leves. No entanto, a picape compacta teve um dos maiores percentuais de desvalorização no decorrer do último ano entre os modelos mais vendidos no país. O estudo mostra que o preço médio da Fiat Strada registrou queda de 16,06% em 2023. Em janeiro do ano passado, a picape zero-quilômetro custava, em média, R$ 119.652, enquanto o preço de revenda do mesmo modelo seminovo caiu para R$ 100.434, em dezembro.

Outro modelo que vendeu bem em 2023, ficando na terceira posição do ranking com 102 mil emplacamentos, o Chevrolet Onix teve índice de depreciação muito parecido com o da Fiat Strada: 16,07%.

O preço médio do hatchback, que era de R$ 96.906 em janeiro (novo), caiu para R$ 81.332 em dezembro (seminovo).

O Chevrolet Tracker foi o único modelo a superar a desvalorização da Fiat Strada e do Chevrolet. O preço médio do segundo SUV mais vendido de 2023 despencou dos R$ 134.382 cobrados em janeiro, quando era zero-quilômetro, para R$ 108.730 em dezembro, como seminovo. Queda de 19,08%.

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O Volkswagen Polo, por sua vez, registrou a menor queda nos preços entre os modelos mais vendidos. O hatch, que foi o segundo colocado no ranking geral e o líder entre os veículos de passeio, teve depreciação média de apenas 1,50%. O preço médio do Volkswagen Polo zero quilômetro, que era de R$ 92.190 em janeiro, caiu para R$ 90.788 em dezembro, como seminovo.

Segundo o Índice de Mobilidade do Consumidor, apurado pela EY, os consumidores brasileiros têm um nível significativamente mais alto de intenção de compra de carros em comparação com a média global, 70% contra 44%, respectivamente. Além disso, 64% dos potenciais compradores de carros no Brasil estão mais propensos a adquirir um automóvel dentro de 12 meses e 36% entre 12 e 24 meses.

Neste ano, a pesquisa que analisa a intenção de compra de carros, ritmo de mudança para a adoção de veículos elétricos e processo de compra de carros dos consumidores contou com 15 mil participantes de 20 países, entre eles, o Brasil, que demonstrou uma preferência maior por carro particular, mobilidade compartilhada e veículos de duas rodas do que a média global.

O estudo traz esse aumento na inclinação do consumidor brasileiro para EVs (que incluem veículos totalmente elétricos, híbridos e híbridos plug-in) em 57%, ligeiramente acima da média global de 55%. Os principais motivos para a compra de automóveis desse tipo são os altos preços dos combustíveis e as preocupações ambientais, ambos com 46%. Outras razões são a capacidade de tração integral (27%) e a melhor eficiência do motor elétrico ou híbrido (24%). No entanto, o custo de compra inicial (38%), falta de estação de carregamento (36%) e infraestrutura inadequada de carregamento (30%) aparecem como as três principais preocupações dos potenciais compradores no Brasil.

Em relação ao carregamento doméstico, o alto custo de instalação surgiu como a preocupação mais proeminente para 54% dos entrevistados brasileiros, contra 46% na média global. No caso do carregamento público, 54% dos participantes brasileiros estão mais preocupados em encontrar uma estação de carregamento do que com os custos de carregamento elevados, contra 46% na média global.

De modo geral, quando se fala sobre veículos conectados, 69% dos consumidores brasileiros destacam o monitoramento de localização para segurança, contra 44% da média global. Outros 20% dos entrevistados desejam recursos como pagamentos no carro e alertas automáticos e 53% dos consumidores estão dispostos a pagar mais por recursos de segurança, como as chamadas de emergência automatizada. Para ter acesso a esses serviços, a preferência por pagar por uso é maior do que por pagamentos à vista para 45% dos entrevistados brasileiros, contra 38% na média global.

O retorno ao trabalho e o fortalecimento do modelo de trabalho híbrido também impactam diretamente a mobilidade. Os entrevistados trabalham presencialmente, pelo menos, três/quatro vezes por semana. No Brasil, a preferência por carros particulares (83%), mobilidade compartilhada (44%) e veículos de duas rodas pessoais (35%) é significativamente maior do que a média global, que respectivamente correspondem a 73%, 24% e 20%. Em contrapartida, a preferência pela micromobilidade – bicicletas, patins e skates, por exemplo – (17%) está muito abaixo da média global (23%). A escolha por carro compartilhado tem médias semelhantes no Brasil (11%) e no mundo (12%).

Os consumidores brasileiros estão optando por veículos SUV (37%), seguido por sedan (34%), hatchback (14%) e caminhonetes (7%). A média global segue essa mesma ordem, mas com porcentagens diferentes: SUV (39%), sedã (32%), hatchback (16%) e caminhonetes (4%).

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