CARTÃO DE CRÉDITO

Brasil volta para 7ª posição
1,3 bilhão de transações não impediram que país caísse para 170º lugar em valores
O brasileiro continua ampliando a utilização do cartão de crédito nas suas obrigações financeiras, ao ponto de ocupar a sétima posição no ranking mundial. Esse crescimento, no entanto, não acompanha os valores envolvidos nas transações, tanto assim, que o país está na 170ª posição.
Esse comportamento demonstra a popularização do cartão de crédito entre os brasileiros mas também. Também deixa claro que a utilização dessa forma de pagamento está, no país, cada vez envolvendo transações de valores reduzidos.
A marca de 1,3 bilhão de transações realizadas no mercado interno em 2004 colocou o Brasil na sétima posição entre os países que mais utilizam cartões de crédito no mundo. O país voltou a ficar na frente da Austrália – para quem tinha perdido o sétimo lugar em 2003 – e atrás apenas dos Estados Unidos, França, Reino Unido, Canadá, Japão e Coréia do Sul.
O estudo sobre o mercado internacional de cartões foi divulgado nesta terça-feira pela Credicard e faz parte da pesquisa Indicadores do Mercado de Meios Eletrônicos de Pagamento. Em número de operações, as três primeiras posições são ocupadas, respectivamente, por Estados Unidos (16,4 bilhões de transações), França (5 bilhões) e Reino Unido (4,5 bilhões).
O Brasil também ocupa a sétima posição no mundo no quesito número de cartões. No final de 2004, o país tinha 52,7 milhões de cartões em circulação, com aumento de 21% em relação aos 43,7 milhões de cartões em circulação em 2003.
O ranking, pela ordem, é o seguinte: Estados Unidos (662,8 milhões); Japão (126,8 milhões); Reino Unido (103,6 milhões); China (75 milhões); Canadá (57,4 milhões); Coréia do Sul (56 milhões); e Brasil (52,7 milhões). O total de cartões em circulação no mundo é de 1,61 bilhão de unidades, contra 1,49 bilhão em 2003.

Valores menores

Já em relação ao volume de transações, que representa o total gasto pelos portadores de cartões, o Brasil fica bem atrás. Em dólares, o movimento total de transações no Brasil passou de US$ 27 bilhões em 2003 para US$ 33,6 bilhões em 2004, o que coloca o país em 170.º lugar no cenário mundial. Os Estados Unidos continuam em primeiro lugar, com volume de US$ 1,67 trilhão em 2004, representando 39,5% do mercado mundial.
O diretor-executivo de Marketing da Credicard, Fernando Chacon, destacou que a análise relativa ao volume de transações tem forte impacto da variação cambial. O mercado mundial de cartões de crédito teve faturamento de US$ 4,25 trilhões em 2004, 15% superior ao faturamento de 2003, quando ficou em US$ 3,70 trilhões.
Esses valores mostram o rápido avanço do cartão em todo o mundo. Com o faturamento de R$ 100,4 bilhões em 2004, o Brasil aumentou a participação na receita global de 0,7% para 0,8%. Essa expansão de 0,1 ponto percentual corresponde, em valores, a US$ 3 bilhões. Na América Latina, a participação do Brasil é superada apenas pelo México, que tem hoje 1,3% do faturamento do mercado mundial.
Segundo Chacon, um dado que mostra o potencial de crescimento do mercado brasileiro é a participação dos gastos com cartão no consumo privado nacional. No Brasil, o volume de transações com cartão representa 10,3% do consumo privado total; no México, 12,6%; na Espanha, 16,2%; e nos Estados Unidos, 20,5%. “Mesmo na comparação com o México, País que tem mais similaridades com o mercado brasileiro, nota-se que os plásticos têm aqui no Brasil muito espaço para crescer.”
Em 2004, o valor da transação média dos portadores de cartão no Brasil foi de US$ 26. No mundo, a transação média chegou a US$ 95. Uma das características do mercado brasileiro foi o intenso processo de popularização das transações com cartão, o que levou à expansão das transações de menor valor.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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