Cartão de visitas

Depois mostrar rapidez ao prestar solidariedade e socorro às vítimas das enchentes no Rio, conseguindo até tirar o governador Sérgio Cabral (PMDB) da inércia exibida na mesma situação ano passado, a presidente Dilma Rousseff precisa ter agilidade semelhante para retomar o controle do Banco Central. Ou então, seguir o exemplo dos seus últimos antecessores e abdicar do poder emanado das urnas para curvar-se aos sem-voto do Banco Central.

Má comparação
Canta vantagem o ex-prefeito do Rio Cesar Maia sobre a determinação da presidente Dilma Rousseff de dividir o governo em quatro grandes áreas, agrupando os ministérios com temas afins.
“Esse é o modelo que foi criado na Prefeitura do Rio em 1993 e funcionou bem até 2008. O modelo se chamava de Gestão por Macro Funções. Este modelo recebeu elogios formais do Banco Mundial e do BID. As “equipes” se reuniam pelo menos mensalmente por autoconvocação e com o prefeito, em geral, num almoço de trabalho”, relata Maia.
No que um ferino economista comentou: “My God! Será que, então, vai resultar na mesma…, quer dizer, no mesmo fracasso?”

Perfil
Um banco de investimentos realizou, há cerca de duas semanas, prova para contratar estagiários para seu escritório num luxuoso edifício na Zona Sul do Rio. Além dos testes de inglês e português, os candidatos tinham de identificar personalidades nacionais e internacionais de diversas áreas de atividades, como Gilberto Gil, Vinicius de Morais, Fidel Castro, Ben Bernanke, Barack Obama e Bill Gates.
Uma das candidatas, que já estagiou em pelo menos uma grande multinacional e em setores do mercado financeiro, cravou ao lado do ativista italiano Cesare Battisti, pintor. Já Henrique Meirelles, identificou como cantor. Candidatos de pensamento mais crítico, porém, não duvidam que a moça consiga a vaga.

Ladeira abaixo
No Japão, os investimentos com pesquisa & desenvolvimento (P&D), que registraram incremento médio real anual da ordem de 3%, entre 1997 e 2007, diminuíram 1,2% em termos reais em 2008, o que acarretou queda na participação no total da OCDE, de 16,6% para 15,9% no biênio 2007-2008. Os Estados Unidos, mesmo em crise, cresceram, para 42,5%.

Fila
Decisão inédita do Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo determinou o sequestro de rendas do Governo do Estado de São Paulo para o pagamento de um precatório alimentar no valor de R$ 650 mil. A novidade é que a tese para o sequestro não foi relacionada a doença grave ou perigo de vida, que teriam preferência. Mas, sim, à preterição no pagamento de precatórios alimentares sobre os não alimentares.
A causa é da advogada Daniela Barreiro Barbosa, sócia do escritório Innocenti Advogados Associados. Ela comprovou que um precatório resultante de uma desapropriação, portanto, não alimentar, de 2006, foi pago antes de um precatório alimentar, pertencente ao seu cliente, de 2002.

Reserva
A Itaipu Binacional abriu inscrições para o processo seletivo para os cargos de advogado jr., engenheiro jr., profissional de nível superior jr. e técnico em hidrologia. Mas o concurso servirá apenas para montar um cadastro de reserva. Será apenas uma forma de movimentar a indústria de concursos e arrecadar um din-din?

Omissão
O Estado não deve ser responsabilizado por danos causados pela natureza. Salvo se os prejuízos forem provocados pelo fato do Poder Público ter deixado de realizar obras necessárias para evitar tragédias. “Se for comprovada a omissão do Poder Público, nos casos de enchentes que devastaram municípios, existe sim o dever de indenizar. Mesmo que os moradores estejam em áreas de risco, cabe ao município a remoção. E se o município não o fez, responde por esta omissão também”, alerta o advogado Rodrigo Karpat, do escritório Karpat Sociedade de Advogados. “Cabe uma ação judicial por danos materiais”, explica.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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