Casa própria

     
          Após alta de 2% em setembro e 29% nos últimos 12 meses, a tendência dos preços dos imóveis em São Paulo é se estabilizarem, analisa o diretor comercial da Requadra Desenvolvimento Imobiliário, Marcos França. “Apesar de ainda existir possibilidades para o crescimento desse mercado no país, a grande euforia já passou. O número de lançamentos e unidades vendidas deve se estabilizar, pois os preços estão em um novo patamar e a oferta de crédito já esta mais seletiva.” No topo da lista de regiões mais caras da Capital paulista estão Ibirapuera/ Vila Nova Conceição, com o valor de R$ 8.837 o metro quadrado, e o Jardim Paulistano com R$ 8.769 o metro quadrado, segundo o índice Fipe Zap.

Os trapalhões
Caso o governador Sérgio Cabral e os senadores Francisco Dornelles (PP) e Lindberg Farias (PT) continuem a pautar a defesa do Rio de Janeiro nas negociações sobre o destino dos recursos do pré-sal, o estado corre sério risco de se isolar e sofrer pesadas perdas. Por motivos eleitoreiros e ideológicos – são contra o sistema de partilha, que garante maior controle do Brasil sobre suas reservas – os primeiros, e apenas por eleitorelismo, o segundo, a tróica do pré-sal tem se preocupado mais em marcar posição do que em negociar a partir de uma visão estratégica.
Se é inaceitável perder receitas sobre áreas já licitadas, é razoável os produtores dividirem recursos futuros do pré-sal, sabendo que, embora passem a receber menos percentualmente, em termos absolutos a arrecadação vai aumentar exponencialmente. Além disso, o petróleo precisa ser encarado como impulsionador de uma estratégia de desenvolvimento nacional, não como mera commodity  ou eleitorelismo de segunda linha.

Terceira idade
Doenças ligadas à velhice custam aproximadamente R$ 60 bilhões por ano no Brasil. O Brasil conta com 21 milhões de pessoas com mais de 60 anos, e estimativa da Organização Mundial de Saúde (OMS) é que, até 2025, o país será o sexto do mundo com maior número de idosos. A OMS projeta que nos próximos 20 anos, as doenças crônicas custarão mais de U$ 45 trilhões à economia mundial. O tema estará em debate no I Congresso Latino-americano da Sociedade Mundial de Medicina Anti-Aging, que acontece neste fim de semana, na Universidade Anhembi Morumbi, São Paulo.

Destinos
O professor Bayard Boiteux lançará, em 2012, juntamente com João Ricardo Coellho, novo livro sobre destinos turísticos. Bayard embarca dia 8 próximo para a Índia em busca de informações e novidades.

‘Velho’ mundo
Os transtornos causados pela greve dos Correios servem de alerta para os crédulos de que, em plena era dos e-mails, o recebimento e o envio de cartas e outros documentos continuam a ser essenciais para a vida de milhões de brasileiros.

‘Novo’ mundo
Já a greve dos bancários pouco ou nada afetou o cotidiano da grande maioria da população. Desse infortúnio, no entanto, não escapam os aposentados com aposentadorias e pensões a receber por esses dias.

‘Redirecionamento’
A greve dos Correios expôs, mais uma vez, os prejuízos para os clientes causados pelo fechamento de lojas físicas pelas concessionárias de serviços públicos privatizados, sob o beneplácito das agências ditas reguladoras. Para algumas empresas, como a CEG, monopolista no fornecimento de gás no Rio, porém, não se trata de contenção de custos, mas de um “redirecionamento”. Em seu site, a empresa explica a mudança: “Para garantir maior conforto de nossos clientes, estamos redirecionando nossas agências e abrindo – junto com outras empresas prestadoras de serviços públicos – novas unidades e postos de atendimento.”

Conforto
Como exemplo de maior conforto, por exemplo, os clientes antes atendidos pela Agência Botafogo, na Rua Jornalista Orlando Dantas, têm de se deslocar para a Rua Raimundo Corrêa, em Copacabana, única loja que restou na Zona Sul do Rio. Vai ver, além do conforto, a CEG está preocupada com a forma física e o lazer dos consumidores, que podem percorrer os cerca de 12km (entre ida e volta) entre a unidade fechada e a de Copacabana, de bicicleta, metrô ou fazendo uma caminhada pela orla carioca.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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