Cassino

O valor total dos ativos financeiros globais – de dinheiro vivo a títulos privados e bônus governamentais – atingiu US$ 140 trilhões ao final de 2005, um aumento de US$ 7 trilhões sobre o ano anterior, e continua crescendo, revela estudo da consultoria internacional McKinsey & Co. sobre os mercados globais de capitais, divulgado pela Resenha Estratégica. Segundo o Banco de Compensações Internacionais (BIS), ao final do primeiro semestre de 2006 o montante de derivativos chegava à espantosa casa de US$ 370 trilhões (quase nove vezes o PIB mundial),

Dobro
As pequenas empresas que participaram de projetos gerenciados pelo Sebrae em todo o país conseguiram crescimento médio do faturamento de 5,82%, mais do que o dobro do aumento estimado do PIB. A instituição pesquisou 7.580 no fim de 2006, para avaliar se as metas propostas no início de cada projeto foram atingidas. Em 2005, o aumento do faturamento das indústrias dessa mostra fora de 2,43%.

Canelada
As alegações do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, para tentar excluir o Maracanã e o Morumbi das sedes da Copa do Mundo de 2014 demandam maior investigação para que os brasileiros sejam informados das suas razões. Uma dos argumentos de Ricardo para, na prática, fazer um mundial sem Rio de Janeiro e São Paulo é a ausência de estacionamentos adequados nos dois estádios.
Jornalistas que cobriram o mundial da Alemanha, em 2006, apontada como “Copa Modelo” – noves fora, água correndo do teto retrátil e invasões recorrentes de campo, censuradas pela TV local – lembram que os estacionamentos eram tão distantes dos estádios que, não raro, deixavam os cinegrafistas na porta, antes de estacionarem o carro e iniciarem longas caminhadas para trabalhar.

Outras razões
Em tempo, ainda que passando por reformas caríssima$, Maracanã e Morumbi, na melhor das hipóteses, sediariam duas partidas da seleção brasileira. Como só as reformas no Maracanã já consumiram R$ 300 milhões, seria um das piores relações custo/benefício, mesmo no sombrio mundo dos desperdícios nacionais.

Herança maldita
Se os caciques do PSDB querem, de fato, fazer com que o partido volte a ter relevância nacionalmente, têm de tomar providência primeva: romper com qualquer resquício da interminável era FH. De forma envergonhada, ressalve-se, José Serra, em 2002, e Geraldo Alckmin, em 2006, já renegaram qualquer vínculo com aquele impopular governo, seja se negando a defendê-lo, seja escondendo FH da propaganda eleitoral.
Chegou a hora, porém, de o tucanato enterrar, oficialmente, qualquer vínculo com sua desastrosa administração. Se isso não for feito rápida e radicalmente, comparações com o governo FH serão um eterno fantasma a perseguir candidatos tucanos que se aventurem nas futuras campanhas presidenciais.

Empresa cidadã
Empresas que patrocinam o programa Big Brother Brasil (Fiat, HSBC, Assolan, Niely e Johnson & Johnson) podem ser consideradas socialmente responsáveis?

Queda
O número de estudantes dos 12 aos 18 anos, matriculados em escolas públicas de dez capitais brasileiras, que já havia experimentado cigarro caiu de 32,7%, em 1997, para 25,02%, em 2004. É o que mostra estudo feito por pesquisadores da Unifesp, interessados em descobrir o efeito da proibição da propaganda de cigarro no Brasil, desde 2000. Segundo a Agência Notisa, os resultados mostram que o número de crianças que já fumaram cigarro ao menos uma vez na vida diminuiu significativamente em sete das dez capitais analisadas. Foram elas: Belém, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Porto Alegre, Salvador e São Paulo. Rio de Janeiro, Recife e Fortaleza não apresentaram melhora.
Os autores do estudo ressaltam que não pode ser provado que há uma relação direta entre os resultados e a proibição da propaganda de cigarro, mas há uma boa chance de que a redução no uso de tabaco esteja relacionada às políticas públicas adotadas no Brasil.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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