O economista Roberto Castello Branco deixou oficialmente nesta sexta-feira (12) o comando da Petrobras. A assembleia de acionistas da estatal aprovou a destituição de Castello Branco como membro do Conselho de Administração da petroleira estatal, um passo importante para que o executivo deixe a presidência da companhia.
Com a saída de Castello Branco do colegiado, entra o general da reserva Joaquim Silva e Luna, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para substituir o executivo no conselho e na presidência da petroleira estatal. Conforme o estatuto da empresa, o presidente da Petrobras é eleito pelo conselho dentre os seus membros.
Conforme a Reuters, a destituição de Castello Branco, durante assembleia extraordinária desta segunda-feira, levou a destituição de outros sete membros do colegiado, cujas vagas devem ser preenchidas ainda no mesmo encontro, feito de forma virtual devido à pandemia.
Castello Branco foi empossado no cargo em 3 de janeiro de 2019, após recomendação de Paulo Guedes, Ministro da Economia do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro. Antes de ser presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco foi funcionário da Vale durante 15 anos. Na mineradora, foi economista-chefe e diretor de relações com investidores.
Carta do presidente
Em 25 de fevereiro, Castello Branco afirmou em Carta do Presidente na divulgação do resultado do exercício de 2020, que entregou a recuperação em “J” que havia prometido, e que a empresa teve um desempenho excepcional em 2020, apesar do ambiente desafiador da pandemia de Covid-19.
Ele disse que desde janeiro de 2019, quando entrou na companhia, já foram concluídas 21 transações e assinadas outras 13 no programa de desinvestimentos, garantindo a adição de US$ 17 bilhões ao caixa, e que mais 50 ativos estão à venda em diferentes estágios.
Sem entrar nos detalhes, ele citou que que chegaram à etapa final a venda de cinco refinarias, da Gaspetro e de campos maduros. A Transpetro, informou, vendeu 11 navios, sendo a maior parte com mais de 30 anos.
O executivo destacou que o lifting cost da Petrobras caiu 42,2% em 2020 em relação à média de 2015-2019 (US$ 9/boe) para US$ 5,2/boe em 2020, e o fluxo de caixa da companhia cresceu 13%, enquanto o petróleo caiu 35% no ano passado. A empresa conseguiu também melhorar a gestão dos estoques, reduzidos em 8 milhões de barris.
Conforme Castello Branco, 11 mil funcionários da Petrobras e suas subsidiárias aderiram ao Plano de Demissão Voluntária (PDV), dos quais 6.100 deixaram a companhia entre 2019 e 2020 e outros 5 mil sairão a partir de 2021.

















