Castro segue empatado com Freixo na disputa pelo governo do Rio

Gestão atual é avaliada como regular por 41% dos fluminenses; mas 60% disseram não confiar no governador.

Pesquisa do Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipec) sobre as eleições no Estado do Rio de Janeiro entrevistou 1.008 pessoas entre os dias 19 e 22 de maio. Neste momento, no qual as candidaturas ainda não estão oficializadas, os cenários testados consideram possíveis nomes para a disputa.

Para o cargo de governador foram pesquisados dois cenários, sendo um deles com o nome de Marcelo Crivella. Nesta simulação, o atual governador Cláudio Castro, do PL, e o ex-prefeito da capital, Marcelo Crivella, do Republicanos, aparecem empatados com 16% das intenções de voto cada um; ambos estão tecnicamente empatados com Marcelo Freixo, do PSB, que tem 15% das menções. Em outro patamar, Rodrigo Neves (PDT) tem 6% da preferência dos eleitores fluminenses, Cyro Garcia (PSTU) tem 5%, Eduardo Serra (PCB) tem 3%, Felipe Santa Cruz (PSD) tem 2% e, por fim, Paulo Ganime (Novo) aparece com 1% das menções. Os que declaram votar em branco ou anular o voto são 25% e 12% ainda não sabem em quem votar.

Na segunda simulação, em que o nome de Marcelo Crivella não é incluído, Cláudio Castro aparece tecnicamente empatado com Marcelo Freixo (têm 18% e 17% das intenções de voto, respectivamente). Rodrigo Neves é citado por 8% dos eleitores, enquanto Eduardo Serra é por 6% e Cyro Garcia por 5%. Na sequência, Felipe Santa Cruz tem 2% das menções e Paulo Ganime tem 1%. Somam 30% os que declaram votar em branco ou anular o voto e 13% estão indecisos.

Na pergunta espontânea de intenção de voto, aquela sem a apresentação dos nomes dos candidatos, cerca de seis em cada dez eleitores (62%) não mencionam nenhum postulante, ao passo que Cláudio Castro é o mais lembrando, sendo apontado por 8%.

Cerca de dois quintos dos entrevistados declaram que não votariam de jeito nenhum em Marcelo Crivella (42%). Marcelo Freixo é citado por 27%, enquanto Cláudio Castro e Cyro Garcia são por 17% dos entrevistados, cada um. Os que não votariam de jeito nenhum em Eduardo Serra são 15%, em Rodrigo Neves 13%, em Felipe Santa Cruz 12% e em Paulo Ganine 10%. Eleitores que declaram, de maneira espontânea, que poderiam votar em qualquer um dos pré-candidatos são 2% e os que preferem não opinar são 13%. Nesta pergunta, o entrevistado poderia citar mais de um nome.

O Ipec também perguntou aos eleitores em quais candidatos eles votariam para representar o Rio de Janeiro no Senado Federal.

Na primeira das três simulações testadas, o pré-candidato Romário, do PL, tem 29% das intenções de voto. Em outro patamar, Cabo Daciolo (PDT) é citado por 10% do eleitorado, enquanto Alessandro Molon (PSB) e Daniel Silveira (PTB) têm 8%, cada um; André Ceciliano, do PT, aparece com 6% das menções e Luciana Boiteux (PSoL) com 4%. Os que declaram votar em branco ou anular o voto representam 24% do eleitorado do estado e 11% estão indecisos.

No segundo cenário testado, Romário aparece com 39% das intenções de voto, enquanto André Ceciliano tem 11% e Luciana Boiteux tem 7%. São 32% os que intentam votar em branco ou anular seu voto e 11% declaram-se indecisos.

A terceira e última simulação, trata-se de um cenário reduzido com os pré-candidatos que devem receber o apoio dos principais candidatos à Presidência da República. André Ceciliano quando apresentando com o apoio do ex-presidente Lula se destaca numericamente, mas considerando a margem de erro da pesquisa (3 pontos percentuais) fica tecnicamente empatado com Romário quando este aparece com o apoio do presidente Jair Bolsonaro, visto que recebem 40% e 34% das menções, respectivamente. Nesta simulação, os que pretendem votar em branco ou anular o voto somam 20% e os indecisos, 5%.

Na pergunta espontânea, sem a apresentação dos nomes dos possíveis postulantes, sete em cada 10 entrevistados (71%) não sabem em quem votar para senador pelo Rio de Janeiro.

Um quarto dos eleitores fluminenses (25%) afirma que não votaria de jeito nenhum em Cabo Daciolo, mesma parcela que não votaria em Daniel Silveira. Alexandre Molon e Romário são citados por 24% do eleitorado, cada um. André Ceciliano é apontado por 20% e Luciana Boiteux por 14%. Aqueles que declaram, de maneira espontânea, que poderiam votar em qualquer um dos pré-candidatos somam 2% e os que preferem não opinar são 19%. Nesta pergunta, o entrevistado poderia citar mais de um nome.

A gestão de Cláudio Castro é avaliada como regular por 41% dos fluminenses, como ruim ou péssima por 28% e com ótima ou boa por 17%; são 14% os que não sabem ou preferem não opinar a respeito. Metade dos eleitores desaprova a forma como o atual governador está administrando o estado, enquanto 32% aprovam e 17% não sabem responder à pergunta. Ainda, somam 60% aqueles que não confiam em Cláudio Castro, ao passo que 28% confiam e 12% preferem não responder.

Chega a 44% a parcela de eleitores que desaprova a maneira como André Ceciliano vem atuando como presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), enquanto 24% a aprovam e 31% não sabem ou preferem não responder à questão. Pouco mais da metade (54%) não confiam em André Ceciliano, 22% confiam e 24% não souberam responder.

Quando questionados sobre a forma como Romário vem atuando como senador pelo Rio de Janeiro, 43% dizem que desaprovam sua maneira de trabalhar, enquanto parcela semelhante (39%) aprova e 18% não sabem ou preferem não responder.

A margem de erro estimada é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra. O nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral. A pesquisa foi contratada pela Associação de Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Rio Indústria) e está registrada no TRE-RJ sob o protocolo Nº RJ-07114/2022 e no TSE sob o protocolo Nº BR-04025/2022.

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