CDL: lojas físicas esperam alta de 6% nas vendas da Black Friday

Levar a mercadoria na hora e negociar descontos atrai o consumidor.

A Black Friday que também foi adotada pelas lojas físicas tanto de rua como de shopping esperam crescimento nas vendas com a Black Friday. Pesquisa do CDLRio e do SindilojasRio mostra que mais de 90% dos lojistas entrevistados acreditam que a promoção possa incrementar as vendas em até 6%, com oferecimento de descontos não apenas no dia, mas ao longo da semana.

Segundo Aldo Gonçalves, presidente do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro – CDLRio e do SindilojasRio, que juntos representam mais de 30 mil lojistas, o resultado das vendas de alguns produtos da promoção no ano passado igualou-se em alguns casos às vendas natalinas e a antecipação da data também é uma forma de atrair clientes em tempos de crise.

“Numa época de grande dificuldade econômica como a que estamos vivenciando atualmente no país, principalmente por conta da pandemia, a Black Friday representa uma boa ferramenta de marketing e uma excelente oportunidade para oferecer promoções. Mas, devido à proximidade com o Natal, há sempre o risco de afetar as vendas de fim de ano, de tal modo que os descontos estimulem os consumidores a anteciparem suas compras das festas natalinas. Caberá a cada lojista, dependendo do seu segmento e do seu público alvo, avaliar e dosar os preços promocionais, de forma a obter bons resultados sem prejudicar o movimento nas lojas no período natalino”, explica Aldo.

Ainda de acordo com o presidente do CDLRio e do SindilojasRio, o ano passado mais de 30% preferiram comprar nas lojas físicas durante a Black Friday. “A principal justificativa é levar a mercadoria na hora, além da possibilidade de negociar mais desconto”, conclui Aldo.

CNC

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), não está tão otimista com as vendas da Black Friday. Segundo a entidade, o evento deve apresentar neste ano a primeira queda, desde 2016, se for descontada a inflação acumulada em 12 meses. O dia de promoções, marcado para esta sexta-feira, deve ter um recuo de 6,5% em relação ao ano passado.

A CNC espera que as vendas cheguem a R$ 3,93 bilhões no país. É o maior valor nominal desde que a data foi incorporada ao calendário do varejo nacional. Mas como a inflação em 12 meses acumula variação de 10,67%, em termos reais a Black Friday deverá ter uma queda em relação ao ano anterior.

Na edição de 2020, foi registrado um valor nominal de vendas de R$ 3,78 bilhões, que superaria os R$ 4 bilhões se o montante fosse corrigido pela inflação.

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