Cenário macroeconômico

Para amenizar impactos do coronavírus, Fed fez dois cortes extraordinários nos juros.

Opinião do Analista / 11:55 - 3 de abr de 2020

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor

Em março, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou que a expansão do coronavírus se configura uma pandemia e o mundo percebeu a gravidade da doença

Isso desencadeou uma crise nos mercados, provocando circuit breakers consecutivos nas Bolsas de Valores americanas. Para amenizar os impactos, tanto nas Bolsas quanto na economia real, o Fed fez dois cortes extraordinários nos juros, levando a taxa a um intervalo entre 0 e 0,25. A instituição também estabeleceu um programa de seis meses para ajudar a emprestar dólares a Bancos Centrais de nove países, incluindo o do Brasil. Serão fornecidos empréstimos no valor de até US$ 60 bilhões para cada uma das instituições brasileira, australiana, sul coreana, mexicana, singapurense e sueca, além de US$ 30 bilhões para a dinamarquesa, norueguesa e neozelandesa.

Quanto ao governo dos EUA, foi aprovado um pacote fiscal também para amenizar os impactos econômicos do coronavírus. Congressistas republicanos e democratas chegaram a um acordo com o governo de Donald Trump em torno das medidas estimadas em US$ 2 trilhões. Atualmente, o país é o epicentro da pandemia. Devido à gravidade da situação, o presidente da China, Xi Jinping, prometeu ajudar os americanos a combaterem a doença, em uma ligação telefônica com Trump que confirmou o trabalho em conjunto dos dois países. Mas não foi só o Fed que reduziu os juros extraordinariamente: o BoE (Banco Central inglês) também fez dois cortes inesperados, levando sua taxa básica para 0,10. Seguindo o movimento, o PBoC (o BC chinês) cortou a taxa de juros de operações de recompra reversa de sete dias de 2,4 para 2,2. No total, são 787 mil casos confirmados de coronavírus no mundo até o dia 31 de março. Destes, 166 mil pacientes estão curados e houve 37 8 mil mortes. Com isso, o presidente dos EUA estendeu o período de isolamento social por mais 30 dias. O Reino Unido, por sua vez, considera a hipótese de o bloqueio durar seis meses, mas já há sinais de desaceleração da disseminação do coronavírus na região.

.

CM Capital

www.cmcapital.com.br

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor