Centralização

O ministro das Comunicações, Miro Teixeira, deixou escapar, durante palestra, ontem, no Clube de Engenharia no Rio, o grau de centralização da política econômica no governo. Perguntado por um diretor do clube sobre a liberação dos R$ 3 bilhões do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), retidos no caixa único do governo, Miro passou a bola: “Pergunte ao Palocci”.

Abrantes
O recorde do desemprego na Grande São Paulo, que em abril atingiu 20,6% da população economicamente ativa (PEA), “é resultado do prolongamento da política neoliberal”, criticou o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Francisco Fausto,  que acrescentou: “Enquanto não for resolvido o problema social, o nível de desemprego vai aumentando e os defensores de Fernandinho Beira-Mar vão chegando mais próximo ao poder”. “O que está faltando hoje, assim como nos últimos oito anos, é uma política social justa, capaz de gerar emprego e renda para a grande parte da população”, afirmou o ministro. “Continua tudo como dantes no quartel de Abrantes”.

Educação
A Fundação José de Paiva Netto (FJPN), em parceria com a Business Vale TV, lança hoje a geradora nacional da Rede Mundial – A TV da Educação, em São José dos Campos/SP. O canal de TV é um dos pivôs dos ataques que a Legião da Boa Vontade sofreu há dois anos. A nova rede enfatizará a educação a distância, incluindo cursos de inglês, espanhol, informática e outros de capacitação profissional.

Paciência
“É preciso ter um pouco de paciência. As críticas que o governo está recebendo são de políticos e não do povo”. Foi se escorando numa pesquisa do Ibope que apontou aprovação de 75% do presidente Lula que o marqueteiro do Partido dos Trabalhadores (PT), Duda Mendonça, se esquivou das críticas de que “o medo voltou a vencer a esperança”. O publicitário preferiu atribuir as cobranças a radicais do PT, “ou melhor, três pessoas”.

Rincões
O marqueteiro também comentou a pouca visibilidade do Programa Fome Zero – que deixa o governo Lula à procura de uma nova peça de marketing. Duda Mendonça frisou que o importante é começar. “Não se faz uma campanha para mudar tudo rapidamente. É sempre um passo depois do outro. É preciso começar pequeno para depois crescer”. Atualmente se desenvolvendo nas pequenas cidades do interior, o Fome Zero sumiu da mídia.

Fora
Duda Mendonça voltou a garantir que está abandonando o marketing político e que está voltando para a área privada. No entanto, deixou claro que sua empresa continuará atendendo aos políticos que a procurarem. Clientes vindos da Argentina devem se tornar escassos: quando foi chamada para a campanha do então candidato Eduardo Duhalde, em 2000, a equipe de Duda pediu a saída da coordenação de campanha do governador da Patagônia. Duhalde perdeu para De La Rúa e o obscuro governador é hoje o presidente da Argentina.

Além do jardim
Depois do futebol, o presidente Lula, ontem, recorreu a outras  parábolas, comparando a economia à agricultura, para pedir paciência até o tempo da colheita. Já que resolveu incursionar por essa área, Lula deve aprender uma das primeiras lições para uma boa colheita: jamais adubar a terra com elementos que causem danos irreversíveis ou efeitos colaterais danosos à saúde do cultivo. Eles são como juros salgados para a economia, além de matarem o plantio na origem, produzem uma política de terra arrasada. Pois se é verdade, como aprendeu o ministro Palocci, que “crescimento não brota em árvore”, também não floresce sem o adubo adequado e, em alguns casos, sem a substituição do jardineiro.

Tucanou
Diferentemente do que diz o anúncio do cartão de crédito, ver o senador Aluizio Mercadante (PT-SP) engavetar a CPI da CC5, tem preço: pelo menos US$ 30 bilhões.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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