27.9 C
Rio de Janeiro
sábado, janeiro 23, 2021

Centralização

O ministro das Comunicações, Miro Teixeira, deixou escapar, durante palestra, ontem, no Clube de Engenharia no Rio, o grau de centralização da política econômica no governo. Perguntado por um diretor do clube sobre a liberação dos R$ 3 bilhões do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), retidos no caixa único do governo, Miro passou a bola: “Pergunte ao Palocci”.

Abrantes
O recorde do desemprego na Grande São Paulo, que em abril atingiu 20,6% da população economicamente ativa (PEA), “é resultado do prolongamento da política neoliberal”, criticou o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Francisco Fausto,  que acrescentou: “Enquanto não for resolvido o problema social, o nível de desemprego vai aumentando e os defensores de Fernandinho Beira-Mar vão chegando mais próximo ao poder”. “O que está faltando hoje, assim como nos últimos oito anos, é uma política social justa, capaz de gerar emprego e renda para a grande parte da população”, afirmou o ministro. “Continua tudo como dantes no quartel de Abrantes”.

Educação
A Fundação José de Paiva Netto (FJPN), em parceria com a Business Vale TV, lança hoje a geradora nacional da Rede Mundial – A TV da Educação, em São José dos Campos/SP. O canal de TV é um dos pivôs dos ataques que a Legião da Boa Vontade sofreu há dois anos. A nova rede enfatizará a educação a distância, incluindo cursos de inglês, espanhol, informática e outros de capacitação profissional.

Paciência
“É preciso ter um pouco de paciência. As críticas que o governo está recebendo são de políticos e não do povo”. Foi se escorando numa pesquisa do Ibope que apontou aprovação de 75% do presidente Lula que o marqueteiro do Partido dos Trabalhadores (PT), Duda Mendonça, se esquivou das críticas de que “o medo voltou a vencer a esperança”. O publicitário preferiu atribuir as cobranças a radicais do PT, “ou melhor, três pessoas”.

Rincões
O marqueteiro também comentou a pouca visibilidade do Programa Fome Zero – que deixa o governo Lula à procura de uma nova peça de marketing. Duda Mendonça frisou que o importante é começar. “Não se faz uma campanha para mudar tudo rapidamente. É sempre um passo depois do outro. É preciso começar pequeno para depois crescer”. Atualmente se desenvolvendo nas pequenas cidades do interior, o Fome Zero sumiu da mídia.

Fora
Duda Mendonça voltou a garantir que está abandonando o marketing político e que está voltando para a área privada. No entanto, deixou claro que sua empresa continuará atendendo aos políticos que a procurarem. Clientes vindos da Argentina devem se tornar escassos: quando foi chamada para a campanha do então candidato Eduardo Duhalde, em 2000, a equipe de Duda pediu a saída da coordenação de campanha do governador da Patagônia. Duhalde perdeu para De La Rúa e o obscuro governador é hoje o presidente da Argentina.

Além do jardim
Depois do futebol, o presidente Lula, ontem, recorreu a outras  parábolas, comparando a economia à agricultura, para pedir paciência até o tempo da colheita. Já que resolveu incursionar por essa área, Lula deve aprender uma das primeiras lições para uma boa colheita: jamais adubar a terra com elementos que causem danos irreversíveis ou efeitos colaterais danosos à saúde do cultivo. Eles são como juros salgados para a economia, além de matarem o plantio na origem, produzem uma política de terra arrasada. Pois se é verdade, como aprendeu o ministro Palocci, que “crescimento não brota em árvore”, também não floresce sem o adubo adequado e, em alguns casos, sem a substituição do jardineiro.

Tucanou
Diferentemente do que diz o anúncio do cartão de crédito, ver o senador Aluizio Mercadante (PT-SP) engavetar a CPI da CC5, tem preço: pelo menos US$ 30 bilhões.

Artigo anteriorMuseu parado
Próximo artigoCoincidência
Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

Artigos Relacionados

Incerteza da população ou dos mercados?

EUA e Reino Unido espalham suas expectativas para os demais países.

É hora de radicalizar

Oposição prioriza impeachment, mas sabe aonde quer chegar?.

Soja ameaça futuro do Porto do Açu

Opção por commodities sobrecarrega infraestrutura do país.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Últimas Notícias

Copom está alinhado com maioria da expectativa do mercado

Considerando foco na inflação de 2022, estamos considerando agora que BC começará a aumentar Selic em maio e não em agosto.

Primeira prévia dos PMI’s e avanço da Covid-19

Bolsa brasileira sucumbe ao terceiro dia de queda, mediante aos temores fiscais.

Exterior em baixa

Queda acontece em meio às preocupações com problemas para obtenções de vacinas.

Más notícias persistem

Petróleo negociado em NY mostrava queda de 2,60% (afetando a Petrobras), com o barril cotado a US$ 51,75.

Mercado reagirá ao Copom e problemas internos

Na Europa, Londres teve alta de 0,41%. Frankfurt teve elevação de 0,77%. Paris teve ganhos de 0,53%.