O sócio-fundador e CEO do Grupo Fictor, Rafael de Gois, é um dos alvos da Operação Fallax, da Polícia Federal, deflagrada na manhã desta quarta-feira.
De acordo com a PF, o grupo criminoso do qual o diretor executivo faria parte é especializada em fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal, além de praticar estelionato e lavagem de dinheiro.
As fraudes investigadas podem alcançar valores superiores a R$ 500 milhões, segundo a PF.
Em nota à imprensa, o Grupo Fictor informou que logo que os advogados de defesa tiverem acesso ao conteúdo da investigação prestará as informações necessárias às autoridades competentes, com o objetivo de esclarecer os fatos.
“Foi realizada hoje diligência de busca e apreensão na residência de Rafael Góis, CEO da Fictor, no âmbito de investigação conduzida pela Polícia Federal. Apenas o seu celular foi apreendido”, diz a nota.
O nome da holding de investimentos brasileira também aparece no caso do Banco Master. Em novembro do ano passado, a Fictor Holding Financeira anunciou a compra do Master, um dia antes do dono do banco Daniel Vorcaro ser detido pela PF no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.
O Banco Master está liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central.
A Operação Fallax cumpre 43 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão preventiva, expedidos pela Justiça Federal de São Paulo, em cidades dos estados de São Paulo, do Rio de Janeiro e da Bahia.
Foram ainda autorizadas medidas cautelares para o rastreamento de ativos financeiros, incluindo a quebra de sigilo bancário e fiscal de 33 pessoas físicas e 172 pessoas jurídicas.
A Justiça também determinou o bloqueio e o sequestro de bens imóveis, de veículos, de contas e de ativos financeiros dos suspeitos até o limite de R$ 47 milhões. O objetivo é descapitalizar a organização criminosa.
A PF revela que a investigação teve início em 2024, quando foram identificados indícios de um esquema estruturado voltado à obtenção de vantagens ilícitas.
O grupo criminoso atuava por meio da cooptação de funcionários de instituições financeiras para inserir dados falsos nos sistemas bancários, o que permitia saques e transferências ilegais que pareciam legítimas para o sistema.
O grupo também usava empresas de fachada e outras estruturas empresariais para circular o dinheiro.
Posteriormente, os valores roubados eram convertidos em bens de luxo e em criptoativos, com o intuito de dificultar o rastreamento da origem ilegal.
A operação contou com o apoio da Polícia Militar do Estado de São Paulo.
Os investigados pela PF poderão responder pelos crimes de organização criminosa, de estelionato qualificado, de lavagem de dinheiro, de gestão fraudulenta, de corrupção ativa e passiva e crimes contra o sistema financeiro nacional, cujas penas, somadas, podem ultrapassar 50 anos de reclusão.
Agência Brasil
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