Cerca de 73,2% das startups de comunidades não recebem investimentos

Mapeamento apresenta raio X dos ecossistemas de inovação do país, com informações sobre o impacto do coronavírus e diversidade.

A Associação Brasileira de Startups (Abstartups), em parceria com o Sebrae, divulgou o Mapeamento de Comunidades 2020. A iniciativa traz os resultados do estudo que apresenta um raio X das startups que existem no país. Na edição deste ano, há novidades na pesquisa, tais como dados relacionados à diversidade e ao impacto do coronavírus. Segundo o Mapeamento das Comunidades 2020, 73,2% das startups brasileiras nunca receberam investimento, 26,3% não tem nenhuma mulher na equipe, 51,1% sentiram maior impacto da pandemia na venda e na atração de clientes e 59,1% têm entre uma e cinco pessoas na equipe.

O Mapeamento das Comunidades 2020 foi apresentado durante a programação do Startup Summit 2020, um dos eventos realizados pelo Sebrae, para comemorar o Mês da Inovação. De acordo com Ana Flávia Carrilo da Abstartups, os dados do Mapeamento são extremamente relevantes para entender a força da comunidade empreendedora. “O resultado do nosso trabalho conjunto é um verdadeiro guia, bastante detalhado com informações preciosas sobre o desenvolvimento do empreendedorismo no país. Através desses documentos os empreendedores, iniciativa pública e privada podem planejar ações do futuro”, afirma.

Ana Flávia explica que as comunidades são compostas, além das startups, por agentes em seis pilares: acesso ao mercado, talento, acesso à capital, cultura, densidade e ambiente regulatório. “Dentro desses pilares trazemos informações sobre eventos, cases inspiradores, formação, suporte, programas do governo, relacionamento com grandes empresas, geração de talentos, relacionamento com a imprensa de cada comunidade exibida”, diz. O Mapeamento das Comunidades de startups também retrata dados relacionados aos atores (pessoas, empresas e instituições) e uma espécie de overview regional com localização, faturamento e investimento em cada caso.

Por fim, esses seis pilares que definem o grau de maturidade da comunidade, segmento e modelo de negócio, levando ao público uma avaliação qualitativa sobre cada pilar nos empreendimentos. “Mais do que mostrar o que as startups fazem pelo nosso país, do ponto de vista econômico e social, o Mapeamento das Comunidades aponta alguns desafios que temos, como por exemplo a inserção da mulher dentro desses ambientes tecnológicos”, observou Ana Flávia.

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