Cerol

Produção ou comercialização de cerol ou vidro moído estão proibidos no Estado do Rio. O governador Anthony Garotinho sancionou ontem lei nesse sentido, autorizando a apreensão do produto e multa  pelo não cumprimento. Se a preocupação é com acidentes causados por linhas de pipas com cerol, a boa intenção vai dar em nada. Qualquer criança sabe como triturar vidro e misturar com cola para passar na linha. Garotinho, pelo visto, não soltou pipa na infância.

Fonte solar
A primeira comunidade do estado do Rio de Janeiro eletrificada por energia solar (painéis fotovoltáicos) será inaugurada amanhã no município de Paraty, no Sul Fluminense. O projeto, que custou US$ 120 mil disponibilizados pela Fundação Shell, em apoio à Fundação Margaret Mee, irá beneficiar 28 famílias da Praia Negra. O secretário estadual de Energia, Wagner Victer, disse que só na cidade do litoral sul fluminense já foram eletrificadas nove escolas com energia solar e outras três ainda estão em processo de implementação. Em todo o Estado, segundo ele, 50 colégios já são atendidos dessa forma.

Vestibular na UFRJ
O Conselho de Ensino para Graduação (CEG) da UFRJ se reuniu e decidiu adiar o vestibular da instituição de ensino. O concurso, que começaria no próximo dia 28, será realizado nos dias 22 e 27 de janeiro e 3 de fevereiro. De acordo com os conselheiros, o reitor José Vilhena não tem poderes para bancar a realização do vestibular. Se não assinar novo edital modificando as datas, Vilhena enfrentará o CEG na Justiça.

Escalada
O salto da participação de títulos vinculados à variação cambial para 30,37%, ou R$ 197 bilhões, do total da dívida pública, que atingiu R$ 629,09 bilhões em setembro, aponta para perigoso paralelo com a Argentina. Lá, a decisão de Domingo Cavallo de implantar a paridade do peso com o dólar levou o país à breca. Aqui, a crescente dolarização da dívida interna promete conseqüências não menos funestas.

Vulneráveis
Pesquisa da consultoria Boucinhas & Campos Consultores realizada após os atentados de 11 de setembro revelou que 67% das empresas consultadas não possuem plano de contingência ou mecanismo externo de armazenamento de dados para enfrentar uma situação como a vivida pelos Estados Unidos. Somente 33% afirmaram estar preparadas para isso. Participaram da enquete 235 empresários de todo o país, sendo 78% da indústria, 12% do comércio e 10% do setor de serviços. Das empresas consultadas, 23% têm faturamento anual até US$ 10 milhões; 43% entre US$ 10 milhões e US$ 50 milhões; 23% entre US$ 50 milhões e US$ 200 milhões e 11% acima de US$ 200 milhões.

Premonição
Uma das principais personalidades do século passado, Albert Einstein está sendo revisitado e não apenas pela sua contribuição para ciência. Texto que circula pela Internet relembra o ceticismo de Einstein em relação à formação de um Estado próprio para seu próprio povo: “Os meus conhecimentos profundos da natureza fundamental do judaísmo repelem a idéia de um Estado judeu, com fronteira, um exército e uma unidade de potência temporária, não importa por mais modesta que seja. Receio os danos que o judaísmo sofrerá, especialmente do incremento de um nacionalismo mesquinho dentro de um Estado judeu”.

Clima
A paranóia também ronda as redações. Segunda-feira, um “foca” do matutino israelense Maariv, o segundo em circulação do país, mandou cartas para o jornal com pó dentro do envelope. Diante do pânico criado, o repórter confessou a brincadeira. Acabou demitido, além de estar ameaçado de processo e prisão.

Salto
Brasil e Nicarágua tiveram um grande salto na corrupção desde 1996 enquanto a Venezuela, sob comando de Hugo Chavez, viu a corrupção diminuir bastante. A informação é do jornal londrino The Gardian, segundo informa o sítio Global Press (www.globalpress.com.br). O Guardian se baseia no relatório Corrupção Global 2001, realizado pela entidade Transparência Internacional. O país menos corrupto, de acordo com o Índice de Percepção de Corrupção – criado pela Transparência -, é a Finlândia. O pior é o Azerbaijão. Pesquisando 91 nações, o relatório revelou que há exceções à regra de que países em desenvolvimento são mais corruptos do que os desenvolvidos. Botswana é menos corrupto que a Itália e a Namíbia menos corrupta que a Grécia.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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