Cessar-fogo: palestinos ainda são vítimas em Gaza e Cisjordânia

Mesmo com aprovação do cessar-fogo pelo Conselho de Segurança da ONU, os ataques de Israel a palesinos ainda deixam mortos em Gaza e Cisjordânia

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Um homem inspeciona um prédio destruído após um ataque aéreo israelense, na cidade de Rafah, sul da Faixa de Gaza, em 26 de março de 2024, após aprovação de cessar-fogo. O número de palestinos mortos na Faixa de Gaza devido aos contínuos ataques israelenses aumentou para 32.414, informou o Health Ministério informou em um comunicado de imprensa na terça-feira
(240326) -- GAZA, 26 marzo, 2024 (Xinhua) -- Un hombre inspecciona un edificio destruido después de un ataque aéreo israelí, en la ciudad de Rafah, en el sur de la Franja de Gaza, el 26 de marzo de 2024. La cifra de palestinos muertos en la Franja de Gaza a causa de los continuos ataques israelíes aumentó a 32.414, informó el martes en un comunicado de prensa el Ministerio de Salud dirigido por Hamas. (Xinhua/Khaled Omar) (oa) (ah) (ce)

O número de vítimas palestinas continua a aumentar em meio aos ataques israelenses na Faixa de Gaza. De acordo com o Ministério da Saúde, o número de mortos atingiu 32.490, com outros 74.889 feridos desde o início do conflito Israel-Hamas em 7 de outubro de 2023. Nas últimas 24 horas, 76 palestinos foram mortos e 102 ficaram feridos em decorrência dos ataques, destacou o comunicado oficial.

A situação humanitária na região é cada vez mais preocupante, com relatos de vítimas presas sob os escombros devido aos intensos bombardeios e à falta de equipes de resgate e ambulâncias. O conflito teve início como retaliação ao ataque do Hamas à fronteira sul de Israel em outubro de 2023, no qual cerca de 1.200 pessoas perderam a vida e mais de 200 foram feitas reféns.

Enquanto Israel continua sua ofensiva, a comunidade internacional está cada vez mais preocupada com o crescente número de vítimas civis e a escalada do conflito. Esforços diplomáticos têm sido feitos para buscar uma solução negociada e aliviar o sofrimento dos civis afetados, mas até o momento não houve sinais de uma cessação iminente das hostilidades. A situação permanece tensa na região e as consequências humanitárias se agravam a cada dia.


Na Cisjordânia

A violência na região da Cisjordânia continua a deixar um rastro de morte e destruição, com três palestinos mortos em ataques israelenses na cidade de Jenin e em seu campo de refugiados. Segundo o diretor do Hospital Governamental de Jenin, Wissam Bakr, dois jovens foram vítimas de um ataque de drone israelense, resultando em nove feridos adicionais. Além disso, um terceiro palestino foi fatalmente atingido por disparos de balas reais no bairro de Al-Marah, em Jenin.

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Testemunhas locais relataram que forças do exército israelense, acompanhadas por escavadeiras, invadiram Jenin e a cidade vizinha de Qabatiya, ao sul, em meio a confrontos com militantes palestinos. Durante o incidente, as principais entradas de Qabatiya foram demolidas, agravando ainda mais a situação na região.

Desde o início do conflito em 7 de outubro de 2023, o número de mortos pela ação das forças israelenses na Cisjordânia – que não é ocupada pelo Hamas – e em Jerusalém Oriental ultrapassou 451, de acordo com o Ministério da Saúde palestino.


ONU

O Conselho de Segurança da ONU finalmente aprovou uma proposta (temporária, mas duradoura) de cessar-fogo imediato, na segunda-feira (25/03). A resolução aprovada foi articulada pelos dez membros não permanentes do Conselho, que não tem direito ao veto. São eles Argélia, Equador, Guiana, Japão, Malta, Moçambique, Coreia do Sul, Serra Leoa, Eslovênia e Suíça. Com isso, o texto foi aprovado com 14 votos favoráveis, nenhum contrário e uma abstenção.

O país que se absteve do veto foi o Estados Unidos, após terem vetado sua resolução que colocava fatores condicionantes ao cessar-fogo na Faixa de Gaza. Entrentanto, as autoridades israelenses se mostraram desgostosas com a aprovação do cessar-fogo e com a abstenção dos EUA e, como resposta, cancelou uma visita diplomática que fariam ao país.

Fontes: Agência Xinhua e Agência Brasil

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