Cesta básica aumentou em 13 capitais pesquisadas

Segundo o Dieese, maiores altas foram registradas em Florianópolis, Belo Horizonte e Vitória.

Os dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indicaram que, em janeiro, os preços do conjunto de alimentos básicos, necessários para as refeições de uma pessoa adulta (conforme Decreto-lei 399/38) durante um mês, aumentaram em 13 capitais pesquisadas. As maiores altas foram registradas em Florianópolis (5,82%), Belo Horizonte (4,17%) e Vitória (4,05%). A cesta apresentou redução em quatro capitais do Nordeste: Natal (-0,94%), João Pessoa (-0,70%), Aracaju (-0,51%) e Fortaleza (-0,37%).

Em São Paulo, capital com maior valor da cesta, o custo foi de R$ 654,15, com alta de 3,59% na comparação com dezembro de 2020. Em 12 meses, o preço do conjunto de alimentos aumentou 26,40%.

Com base na cesta mais cara, que, em janeiro, foi a de São Paulo, o Dieese estima que o salário mínimo necessário deveria ser equivalente a R$ 5.495,52, o que corresponde a 5 vezes o mínimo vigente, já reajustado, de R$ 1.100. O cálculo é feito levando em consideração uma família de quatro pessoas, com dois adultos e duas crianças.

O tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta, em janeiro, foi de 111 horas e 46 minutos, menor do que em dezembro, quando ficou em 115 horas e 08 minutos.

Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social (alterado para 7,5% a partir de março de 2020, com a Reforma da Previdência), verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em janeiro, na média, 54,93% do salário mínimo líquido, que foi reajustado no primeiro mês do ano, para comprar os alimentos básicos para uma pessoa adulta. Em dezembro, o percentual foi de 56,57%.

O valor do açúcar apresentou aumento em 15 cidades, em janeiro de 2021, com destaque para Florianópolis (12,58%), Campo Grande (11,44%) e João Pessoa (7,19%). Menor volume ofertado devido à entressafra e à pressão das usinas para segurar a cotação foram os fatores que explicaram a alta do açúcar no varejo.

Na pesquisa é realizada a coleta tanto de banana prata, quanto de banana nanica. Em 15 capitais, o preço médio da banana aumentou. As altas mais expressivas, entre dezembro e janeiro, foram observadas em Florianópolis (20,70%), Goiânia (12,50%) e Brasília (11,76%). A banana prata esteve com oferta limitada devido à entressafra, o que explicou a elevação de preços, uma vez que a nanica teve seus valores reduzidos.

Em 14 capitais, o preço médio da carne bovina de primeira registrou alta: variou de 0,17%, em João Pessoa a 6%, em Curitiba. As quedas ocorreram em três cidades do Nordeste: Natal (-2,41%), Aracaju (-2,25%) e Fortaleza (-0,79%). A baixa disponibilidade de animais para abate no campo e a demanda externa elevada resultaram em aumentos de preço.

A batata, pesquisada no Centro-Sul, teve o valor aumentado em nove das 10 cidades. As altas oscilaram entre 3,23%, em Curitiba, e 18,60%, em Goiânia. A retração foi registrada em Campo Grande (-10,71%). A oferta reduzida pelo fim da colheita de inverno elevou os preços do tubérculo. Mesmo com a intensificação da safra das águas em Santa Catarina, Minas Gerais e Paraná, os preços continuaram em um alto patamar, pois a colheita foi dificultada com as chuvas.

O preço do feijão aumentou em 12 capitais. O tipo carioquinha, pesquisado no Norte, Nordeste, Centro-Oeste, em Belo Horizonte e São Paulo, variou entre 2,71%, em Goiânia, e 9,16%, em Belém. Em Aracaju (-3,41%), Campo Grande (-1,46%), São Paulo (-0,85%) e Brasília (-0,26%) houve diminuição do valor médio. Já o custo do feijão preto, pesquisado nas capitais do Sul, em Vitória e no Rio de Janeiro, subiu em todos os locais pesquisados – com destaque para Florianópolis (4,82%), Rio de Janeiro (1,85%) e Vitória (1,85%). Problemas climáticos acarretaram redução da disponibilidade de feijão e aumento nos preços. Parte da oferta do feijão preto foi abastecida por grão importado.

Produtos com alta de preço médio em relação a dezembro de 2020: tomate (24,40%), batata (14,03%), carne bovina de primeira (4,42%), açúcar refinado (3,23%), feijão preto (1,85%), banana (1,58%) e manteiga (0,54%).

Produtos com redução de preço médio em relação a dezembro de 2020: leite (-8,88%), farinha de trigo (-4,98%), arroz branco (-2,49%), óleo de soja (-2,29%), café em pó (-1,43%) e pão francês (-0,14%).

Leia mais:

Brasil exportou menos carne bovina em janeiro

Redes municipal e estadual do Rio iniciam hoje ano letivo

Rio de Janeiro teve a cesta básica mais cara em novembro

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Artigos Relacionados

PIB dos EUA cai mais que previsto, porém inflação perde ritmo

Recessão não está descartada, segundo analistas.

Queda na indústria atinge todos os grupos de intensidade tecnológica

Perdas no primeiro trimestre de 2022 vão de 2,3% a 8,7%.

Otimismo dos comerciantes melhora em maio

Segundo a CNC, é o maior nível desde dezembro de 2021.

Últimas Notícias

B 3 lança novos produtos para negociação de estratégias de juros

Operações são estruturadas de contratos futuros de DI, DAP e FRC

JBS tem governança fraca, mas perfil de negócio forte

JBS tem governança fraca, mas perfil de negócio forte

Brasil corre risco de desabastecimento de diesel

Alerta foi feito inclusive pela direção da Petrobras

Lucros das empresas subiram 55% no primeiro trimestre

Em abril, quase metade das categorias de trabalhadores não conseguiu repor inflação.

PIB dos EUA cai mais que previsto, porém inflação perde ritmo

Recessão não está descartada, segundo analistas.