O preço da cesta básica caiu em Belém, sede da COP30, e em outras duas capitais brasileiras em outubro, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (10) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Na capital paraense, a redução foi de 1,27% em relação a setembro, puxada pelas quedas nos preços do arroz agulhinha (-9,42%), do açúcar cristal (-8,91%) e do tomate (-7,36%). Dos 12 produtos que compõem a cesta básica, seis apresentaram recuo.
De acordo com a pesquisa, Recife e Manaus também registraram baixas, com sete produtos apresentando preços menores em ambas as cidades.
Entre as capitais pesquisadas, os menores valores médios da cesta foram observados em Aracaju (R$ 550,18), Maceió (R$ 592,25), Salvador (R$ 606,39) e Recife (R$ 608,03) — todas no Nordeste. Já São Paulo teve o maior custo (R$ 847,14), seguido por Florianópolis (R$ 824,57), Porto Alegre (R$ 823,57) e Rio de Janeiro (R$ 801,37), onde a composição da cesta é diferente.
Arroz lidera reduções
O arroz agulhinha apresentou queda em 25 das 27 capitais pesquisadas, com destaque para Belém, que teve a maior redução, e Palmas, com recuo de 7,91%. A ampla oferta, o ritmo lento das exportações e a queda das cotações internacionais explicam a tendência de baixa. Apenas Macapá (3,71%) e Salvador (2,03%) registraram aumento no preço do produto.
O café em pó também ficou mais barato em 20 capitais, com variações entre -3,47% em Curitiba e -0,03% em Manaus. Segundo a Conab e o Dieese, a menor safra e os problemas no beneficiamento reduziram as exportações, mas o preço elevado do grão limitou o consumo interno.
Já o leite integral teve redução em 17 cidades, reflexo da oferta abundante de leite cru, que barateou também os derivados. A maior queda foi registrada em Porto Alegre (-2,97%).
Pesquisa ampliada
A pesquisa, que antes abrangia 17 capitais, agora é realizada em todas as 27 capitais brasileiras, resultado da parceria entre Conab e Dieese. A ampliação reforça as políticas nacionais de Segurança Alimentar e Nutricional e de Abastecimento Alimentar. Os dados com cobertura nacional começaram a ser divulgados em agosto de 2025.
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