Chancelaria chinesa rebate Mike Pompeo sobre uigures

China pede que Pompeo se volte para assuntos nacionais 'antes de apontar o dedo para outros'.

Internacional / 15:40 - 25 de jun de 2020

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O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, pediu na quarta-feira que o secretário do Estado dos EUA, Mike Pompeo, "gaste algum tempo na gestão dos assuntos nacionais antes de apontar o dedo aos outros".

Ao falar em uma videoconferência na Cúpula da Democracia em Copenhague e em algumas entrevista recentes, Pompeo atacou a China por diversos assuntos que incluem questões relacionadas a Xinjiang.

Em resposta, Zhao disse em uma coletiva de imprensa que o Sr. Pompeo esteve lançando ataques e difamando injustificadamente a China em toda as ocasiões possíveis.

"Mas as mentiras repetidas mil vezes continuam sendo mentiras. Seus clichês infundados expõem a arraigada mentalidade de Guerra Fria, a mentalidade de jogo de soma zero, um preconceito ideológico e sua natureza de 'mentir, trapacear e roubar' ", disse Zhao.

Zhao disse que uma pessoa que finge dormir nunca poderá ser despertada. A mentira de "um milhão de uigures detidos em Xinjiang" foi na realidade inventada por uma organização não governamental financiada pela Fundação Nacional para a Democracia depois de entrevistar apenas oito pessoas. E o Sr. Pompeo a cita cegamente sem verificação.

A China enfatizou algumas vezes que os centros de educação e treinamento vocacionais estabelecidos legalmente em Xinjiang são um intento ativo e uma exploração útil de medidas preventivas de combate ao terrorismo e à radicalização. São em essência as mesmas que outros países praticam para este fim, e já deram resultados frutíferos. Xinjiang não registrou nenhum incidente terrorista em mais de três anos. Até o fim de 2019, todas as pessoas que receberam treinamentos incluindo chinês padrão falado e escrito, compreensão da lei, habilidades profissionais e desradicalização completaram seus cursos, obtiveram um emprego e iniciaram uma vida tranquila.

Zhao disse que o governo chinês protege a liberdade de crença religiosa de seu povo. Na China há cerca de 200 milhões de praticantes religiosos, dos quais mais de 20 milhões são muçulmanos. Há mais de 380 mil clérigos, cerca de 5.500 grupos religiosos e mais de 140 mil lugares de culto registrados para atividades religiosas. Xinjiang tem atualmente 24,4 mil mesquitas, uma por cada 530 muçulmanos. Ao contrário, o número de mesquitas nos EUA é de menos de 1/10 que as em Xinjiang.

"A repetição das mentiras do Sr. Pompeo simplesmente não pode mudar esses fatos", disse.

Segundo a Agência Xinhua, estatal de notícias, para Zhao, "de acordo com a mídia americana, o país fez esforços insignificantes ao lidar com a Covid-19, uma economia em recessão, um grave racismo sistêmico, tensões sociais, abuso de drogas e frequentes tiroteios massivos".

"Como pode ainda o Sr. Pompeo acusar a China com tal desaforo? Meu conselho para ele é que gaste algum tempo refletindo sobre gestão dos assuntos nacionais antes de apontar o dedo aos outros", disse.

 

Agência Xinhua

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