ChatGPT: 95% dos consumidores utilizam pelo menos uma vez na semana

Projeto prevê uso de inteligência artificial pelo poder público em casos de desastres e situações de risco

435
Tela de computador (foto: Leo Cinezi, Freeimages)
Tela de computador (foto: Leo Cinezi, Freeimages)

Com o avanço das discussões sobre Inteligência Artificial e as novas ferramentas digitais, o ChatGPT parecia ter perdido espaço nas discussões. Entretanto, segundo pesquisa “A Inteligência Artificial e a Relação entre Pessoas e Marcas” realizada com 1.722 consumidores brasileiros pela Ecglobal, empresa do ecossistema Haus do Grupo Stefanini, a ferramenta se tornou, na verdade, parte do dia a dia das pessoas, com 95% dos entrevistados utilizando a aplicação ao menos uma vez por semana.

Segundo dados da Semrush, o Brasil é o quinto colocado no ranking de países que mais acessam a ferramenta, que contabilizou 863 milhões de acessos globalmente também em janeiro deste ano. A Ecglobal realizou o estudo para validar as evidências de uso do ChatGPT por parte dos brasileiros.

Na fase quantitativa da pesquisa, que envolveu 1.722 brasileiros, foi constatado que 65% das pessoas já conheciam o ChatGPT e 30% destes conhecedores já usaram no mínimo uma vez. Dentre os respondentes, 42% pertencem a geração Y e 39% à geração X. Entre as pessoas que declararam usar a ferramenta fornecida pela OpenAI, 15% relataram utilizá-lo diariamente, enquanto 51% utilizam de duas a cinco vezes na semana e 29% pelo menos uma vez por semana.

Quanto às atividades de rotina constatou-se, em pergunta de múltipla escolha, que 58% dos usuários acessam para atividades relacionadas ao trabalho. Já 56% dos entrevistados afirmaram usar o ChatGPT para estudos e 47% para atividades de lazer e entretenimento.

Espaço Publicitáriocnseg

Durante a parte qualitativa do estudo, a empresa aprofundou a discussão para entender como as pessoas têm se apoiado na ferramenta para tomar decisões de compra, explorando sobre as possibilidades de aplicação destas novas tecnologias de Inteligência Artificial para as marcas que buscam aprimorar os recursos oferecidos ao consumidor da era digital.

As declarações de 63 participantes da fase exploratória foram analisadas usando algoritmos de Processamento de Linguagem Natural (NLP), em plataforma privada Ecglobal, que desde janeiro desse ano já vem aplicando IA Generativa para aumentar a velocidade e inteligência fornecida aos times de Consumer & Market Insights desde janeiro de 2023, em colaboração com o centro de excelência em IA do Grupo Stefanini, e hoje já apresenta 95% de precisão no uso da sua IA Generativa.

Foi detectado que, apesar do conhecimento crescente sobre a ferramenta, ainda existe desconforto com relação à autenticidade das informações fornecidas pelo ChatGPT para a tomada de decisão na jornada de compra. No entanto, a ferramenta já exerce forte influência nas etapas iniciais da jornada do consumidor brasileiro, apoiando o momento em que decidem buscar informações sobre produtos, serviços e marcas, com informações relevantes que influenciam a decisão final de compra.

Com as respostas detalhadas do que os clientes esperam da ferramenta ao pesquisar por produtos e serviços, os padrões de comportamentos revelaram o sentimento de satisfação presente em 100% dos grupos geracionais participantes do estudo, enquanto entusiasmo foi o segundo sentimento positivo mais recorrente. Em contrapartida foram constatados sentimentos negativos como desconforto e frustração pelo desconhecimento da fonte de informação nas respostas fornecidas pelo ChatGPT, falta de resultados detalhados, respostas personalizadas, ausência de informações atualizadas sobre produtos e falta de recursos de redirecionamento para um atendimento humano.

Na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei 791/23 estabelece que a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios atuarão em regime de colaboração em situação de riscos e desastres por meio do uso de sistemas de processamento de dados e de IA.
Apresentado pelo deputado Emanuel Pinheiro Neto (MDB-MT), o projeto está em análise na Casa.
Pelo texto, os sistemas de processamento de dados e IA deverão ser utilizados para: orientar a fiscalização de áreas prejudicadas e em situação de riscos e desastres; avaliar as áreas prejudicadas e em situação de riscos e desastres; informar as autoridades competentes e a população local sobre os riscos e desastres iminentes; fornecer alertas e notificações de áreas consideradas críticas em termo de riscos e desastres.
Conforme a proposta, esses alertas serão encaminhados para averiguação das autoridades competentes, que terão o prazo de dez dias para se manifestar com as ações a serem realizadas, sob pena de responsabilização civil, criminal e administrativa. Em situações de iminência de riscos e desastres, as autoridades deverão informar a população de forma eficiente.
Emanuel Pinheiro Neto cita como exemplo já em curso do uso de IA o sistema Deter – Detecção de Desmatamento em Tempo Real. O sistema foi desenvolvido para dar suporte ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) na fiscalização e no controle do desmatamento.
A proposta estabelece ainda que os recursos essenciais para manutenção da sobrevivência humana não poderão ser objeto de práticas comerciais enganosas ou abusivas, sob pena de aplicação de multa de 10 a 100 salários mínimos.

Com informações da Agência Câmara de Notícias

Siga o canal \"Monitor Mercantil\" no WhatsApp:cnseg

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui