Cabul recebe 1º voo comercial após controle pelo Talibã

Avião de empresa paquistanesa pousou nesta segunda-feira.

Pousou hoje em Cabul o primeiro avião comercial estrangeiro desde que os Talibãs tomaram o poder. Depois da retirada de milhares de pessoas, nas duas últimas semanas, por militares da força conjunta americana e Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), os Talibãs estão tentando fazer com que o Aeroporto Internacional de Cabul retome as operações.

“Quase não havia ninguém no avião, cerca de 10 pessoas, talvez mais funcionários do que passageiros”, disse um jornalista da AFP a bordo do voo da Pakistan International Airways (PIA) procedente de Islamabad.

O Aeroporto Internacional Hamid Karzai ficou parcialmente destruído com a chegada dos Talibãs. Durante as semanas de caos, mais de 120 mil pessoas tentaram sair do país.

Os corredores de passageiros, pontes aéreas e várias infraestruturas ficaram danificadas. Os Talibãs contam agora com a assistência técnica do Catar e outras ajudas internacionais para retomar o trafego de voos comerciais estrangeiros. A volta de voos civis poderá ser um teste. Os Talibãs prometeram que deixariam sair livremente do país os afegãos com documentação prévia e que desejassem partir, depois de os países da Otan e os EUA não conseguirem retirar todas as pessoas antes do prazo acordado.

A Catar Airways tem operado vários voos fretados para transportar tanto afegãos quanto cidadãos estrangeiros que ficaram para trás. A maioria, formada de familiares de funcionários de organizações internacionais como o Banco Mundial, esperam viajar para Islamabad, a capital paquistanesa. No dia 3 de setembro, a companhia aérea retomou os voos domésticos.

Um porta-voz da empresa paquistanesa diz estar ansioso para retomar os serviços comerciais regulares, mas adianta que ainda é cedo para estabelecer a frequência dos voos.

Daniel Toledo, advogado especialista em Direito Internacional, fundador da Toledo e Advogados Associados e sócio da LeeToledo PLLC, escritório de advocacia especializado em Direito Internacional com unidades no Brasil e EUA, traça um paralelo entre as celebrações pelos 20 anos dos atentados nos EUA e a crise no Afeganistão, com a retomada do país pelo Talibã. Segundo ele, a fuga de afegãos pode prejudicar muito a entrada de pessoas não só pela questão das diferentes políticas que estão acontecendo neste momento, mas principalmente pela questão do número de green cards concedidos por ano pelos EUA.

“Quando se tem cinco, 10, 20 mil pessoas extraordinariamente entrando dentro de um determinado país e atingindo essas cotas, o que normalmente ocorre é a suspensão da autorização de residência, o que acaba prejudicando todos aqueles que já estavam na imensa lista de aplicantes para visto”, justifica.

Toledo ainda comenta que, ao anunciar que pretende receber até 60 mil afegãos, os EUA podem atrair inúmeros problemas, pois, ao conceder autorização de residência para todo esse contingente, não significa que irão começar a trabalhar, a produzir e tampouco pagar impostos. “Sem contar que essas pessoas chegam com muitos problemas psicológicos, financeiros e demandam atenção” pontua.

 

Com informações da Agência Brasil, citando a RTP

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