Chevron reduz em 6% sua produção de petróleo no primeiro trimestre

Ações da empresa registraram hoje pequeno aumento de 0,40% apesar do anúncio

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Posto de combustíveis da Chevron
Posto de combustíveis da Chevron (foto de Zeng Hui, Xinhua)

A petrolífera Chevron anunciou uma queda de 6% na produção de barris de petróleo durante os três primeiros meses do ano devido ao conflito no Oriente Médio, que causou interrupções nas rotas de transporte de petróleo e danos decorrentes de ataques armados à infraestrutura energética do Golfo Pérsico.

A empresa informou que, durante o primeiro trimestre, produziu entre 3,8 e 3,9 milhões de barris por dia, contra os 4,05 milhões registrados no trimestre anterior, sendo este já o segundo anúncio de uma grande petrolífera sobre a redução de sua produção, após a ExxonMobil ter explicado nesta quarta-feira uma situação semelhante.

A redução da produção no Oriente Médio, bem como a inatividade da refinaria de Tengizchevroil, no Cazaquistão, foram as principais razões apresentadas pela empresa sediada nos EUA.

Os efeitos econômicos associados a essa situação podem representar uma redução em seus lucros de até US$ 3,7 bilhões, que, no entanto, serão parcialmente compensados por um aumento na receita de até US$ 2,2 bilhões associado ao aumento nos preços.

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As ações da Chevron registraram nesta quinta-feira um pequeno aumento de 0,40% apesar do anúncio; no entanto, nesta quarta-feira já haviam caído até 5% após as declarações da ExxonMobil.

Emirados Árabes Unidos reclamam que Ormuz segue controlado pelo Irã

Também nesta quinta-feira, os Emirados Arábes Unidos reclamaram que a passagem no Estreito de Ormuz, por onde transitam 20% do petróleo e gás do planeta, segue controlado pelo Irã. Os Emirados pedem que a passagem fique totalmente livre.

“O Estreito de Ormuz não está aberto. O acesso está sendo restringido, condicionado e controlado. Passagem condicionada não é passagem. É controle disfarçado. Isso não é liberdade de navegação”, lamentou o ministro da Indústria dos EAU, Sultan Al Jaber‏.

Segundo ele, 230 navios carregados de petróleo estão prontos para zarpar. “A cada dia que o Estreito permanece restrito, as consequências se agravam. O fornecimento atrasa, os mercados apertam, os preços sobem”, completou o chefe da gigante estatal de petróleo dos Emirados, a Adnoc.

Ao anunciar o acordo de cessar-fogo com os EUA, o Irã informou que a passagem estaria sujeita à “coordenação” iraniana.

“Durante um período de duas semanas, a passagem segura pelo Estreito de Ormuz será possível mediante coordenação com as Forças Armadas do Irã e levando em consideração as limitações técnicas”, disse o comunicado do ministro das Relações Exteriores de Teerã, Seyed Abbas Araghchi.

Com informações da Europa Press e da Agência Brasil

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