Chilenos fazem fila para sacar parte de seus fundos de pensão

Presidente Sebastián Piñera foi contra, mas 9 em 10 chilenos planejam pegar recursos.

Internacional / 21:48 - 31 de jul de 2020

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Mais de 1 milhão de chilenos pediram nessa quinta-feira para sacar parte de seus fundos de pensão, após a entrada em vigor de uma lei controversa que permite que os cidadãos retirem economias da aposentadoria a fim de amortecer os impactos econômicos da pandemia do novo coronavírus.

Filas imensas foram formadas em Santiago fora dos escritórios dos Administradores de Fundos de Pensão (AFP). A medida de emergência permite que aqueles com economias depositadas retirem até 10% da aposentadoria. Os sites de vários dos administradores dos fundos de pensão entraram em colapso, em meio à enxurrada de pedidos.

Levará dez dias úteis para os primeiros pagamentos caírem nas contas. Vários economistas e analistas revisaram para cima as previsões para o Produto Interno Bruto do Chile desde a aprovação da lei, estimando um impulso nos gastos do consumidor.

O governo do presidente Sebastián Piñera se opôs à medida de emergência, dizendo que apoiaria os cidadãos por meio de gastos públicos. Ele alertou sobre o impacto de longo prazo na lucratividade e nos já baixos pagamentos de aposentadoria, em média.

Apesar dos apelos, pesquisas de opinião indicam que quase nove em cada dez chilenos planejam sacar recursos. A maioria disse que usará o dinheiro para pagar bens e serviços básicos.

O sistema de previdência privatizado do Chile foi criado pelo ditador Augusto Pinochet. As informações são da Agência Brasil.

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