China critica declarações de Pompeo sobre laços com a África

Segundo Chancelaria, 'países africanos não têm dificuldade em dizer quem está realmente ajudando o continente'.

Internacional / 13:01 - 30 de jun de 2020

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A China expressou nesta segunda-feira forte oposição às declarações do Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, sobre as relações China-África, dizendo que as falas ignoram os fatos fundamentais e mancham a China arbitrariamente, disse Zhao Lijian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores.

Zhao fez as observações em uma entrevista coletiva, quando solicitado a comentar as declarações de Pompeo, nas quais culpou a cooperação China-África e a transparência da China no tratamento da Covid-19.

Desde o surgimento da Covid-19, a China sempre agiu de maneira aberta, transparente e responsável e forneceu informações oportunas à Organização Mundial da Saúde e aos países e regiões relevantes, incluindo os EUA, sublinhou Zhao.

A China também compartilhou a sequência do genoma do vírus, respondeu ativamente às preocupações de outros e reforçou a cooperação com todos os lados, disse o porta-voz, acrescentando que o país ganhou tempo e fez contribuições positivas para a luta global contra o vírus.

Zhao disse que a China trabalhará com a comunidade internacional para intensificar o apoio aos países africanos e atuar seriamente na Iniciativa de Suspensão de Serviço da Dívidas do G20.

"Alguns países africanos solicitaram essa suspensão à China. E agora estamos trabalhando nos detalhes específicos por meio de estreita coordenação e consulta para diminuir o peso da dívida e ajudá-los a superar as dificuldades", disse Zhao.

"Esperamos que os EUA se concentrem em sua própria resposta epidêmica e também contribuam para a luta global contra o vírus através de ações concretas, em vez de minar e difamar a resposta de outros países e espalhar o 'vírus político'", disse ele.

Os países africanos e a comunidade internacional em geral não têm dificuldade em dizer quem está realmente ajudando a África e quem está politizando a questão da dívida, acrescentou.

 

Agência Xinhua

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