China e Portugal prometem fortalecer cooperação econômica

Internacional / 04:22 - 10 de out de 2016

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China e Portugal prometeram no domingo impulsionar a cooperação econômica por fortalecer investimento e comércio e explorar o mercado de terceiros. O compromisso foi feito pelo primeiro-ministro chinês Li Keqiang e seu homólogo português António Costa no Grande Palácio do Povo em Pequim. Elogiando a alta complementaridade das duas economias, Li espera que os dois países realizem o potencial de cooperação e conectem a iniciativa do Cinturão e Rota com o desenvolvimento de Portugal. Li encorajou os dois países a consolidar e explorar o mercado de terceiros e cooperação multilateral com países de língua portuguesa, e reforçar a cooperação em áreas como agricultura, infraestrutura e automóveis. - Podemos combinar o potencial e vantagens do mercado chinês em manufatura de equipamentos com a tecnologia avançada de Portugal para criar uma cooperação de longo prazo e de benefício mútuo - declarou Li em uma entrevista coletiva que também teve a presença de Costa. Ambos os países podem criar novos pontos de crescimento nos setores de conectividade de energia, energia renovável e energia limpa, disse Li a Costa, pedindo que os dois lados se esforcem em liberalização do comércio e investimento. Li acreditou que Portugal fornecerá um melhor ambiente de investimento e uma melhor proteção legal para investidores, incluindo os chineses. Costa, que está na China para uma visita oficial de cinco dias a partir do sábado, assinalou que Portugal deseja manter visitas de alto nível com a China, promover junto com a parte chinesa o mercado de terceiros e aprofundar a cooperação de investimento e comércio em áreas como energia, finanças, construção de portos e ferrovias, agricultura e turismo. Portugal encoraja empresas chinesas a aproveitar melhor suas vantagens em produção e tecnologia, explorar cooperação do setor de nova energia sob a iniciativa do Cinturão e Rota, disse Costa. Os dois países assinaram um memorando de entendimento sobre a cooperação de mercado de terceiros. Ambos também prometeram mais intercâmbios diplomáticos e culturais, com a assinatura de documentos para abrir voos diretos de Pequim a Lisboa, e o estabelecimento de centros culturais em ambos os países. Quanto às relações políticas, Li notou que as relações bilaterais registraram um desenvolvimento estável e saudável nos últimos 37 anos desde que os dois países estabeleceram as relações diplomáticas. As duas nações realizaram a entrega pacífica de Macau de Portugal à China em 1999 através de negociação, que criou um bom exemplo para que outros países abordem questões históricas e abriu um novo capítulo para o relacionamento China-Portugal, comentou Li. Costa concordou com Li sobre a entrega de Macau, dizendo que está contente de ver que Macau se tornou uma boa plataforma entre os países de língua portuguesa e a China. Ambos os líderes irão a Macau assistir à 5ª Conferência Ministerial do Fórum para a Cooperação Econômica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa na terça-feira. Li destacou o papel do fórum em acelerar o desenvolvimento comum da parte continental da China, Região Administrativa Especial de Macau e os países de língua portuguesa, desde seu estabelecimento há 13 anos, esperando que a China e Portugal possam promover a cooperação inter-governamental. Costa afirmou que Portugal está disposto a fortalecer cooperação com a China através das plataformas de Macau e do fórum. Colômbia - A Colômbia entrou em uma etapa crítica em seu processo de paz e necessita o apoio da China e do mundo, afirmou no sábado o embaixador colombiano na China, Oscar Rueda García. O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, e o ministro chinês das Relações Exteriores, Wang Yi, analisaram as relações sino-colombianas no escritório presidencial em Remará em 7 de outubro. Rueda disse que as negociações incluíram um acordo de livre comércio, uma reunião entre os líderes dos dois países durante a cúpula do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) em Lima, a liberação de minas terrestres, infraestrutura e agricultura. Wang foi o primeiro chanceler a visitar a Colômbia depois de os eleitores recusarem o acordo de paz em um referendo e de o presidente Santos ganhar o Prêmio Nobel da Paz. Diante do rechaço do acordo, o governo e os líderes opositores colombianos estão procurando um novo consenso. Rueda declarou que a China é um defensor de longo prazo do processo de paz da Colômbia, mencionando o apoio ao estabelecimento de uma missão especial no Conselho de Segurança das Nações Unidas. De acordo com o site da chancelaria chinesa, Wang disse que a China continuará seu apoio no Conselho de Segurança da ONU para ajudar ativamente o processo de paz da Colômbia. Rueda revelou que uma vez que se atinja a paz, a Colômbia espera o investimento da China e diversos projetos de cooperação importantes relacionados com tecnologia, infraestrutura, turismo e procedimentos de visto. Com informações da Agência Xinhua

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