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China eleva tarifas contra EUA a 84% e intensifica guerra comercial

Coreia do Sul rejeita coalizão com país e com Japão para enfrentar tarifaço

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Iuan, moeda chinesa (Foto: Zhang Chunlei/Agência Xinhua)
Iuan, moeda chinesa (Foto: Zhang Chunlei/Agência Xinhua)

O Ministério das Finanças da China anunciou, nesta quarta-feira, o aumento das tarifas de importação de produtos dos EUA de 34% para 84%, intensificando a guerra comercial iniciada por Washington. A nova taxa passa a valer a partir desta quinta-feira.

A medida foi tomada depois que o presidente Donald Trump elevou para 104% as tarifas de importação de produtos chineses após a China retaliar a tarifa dos EUA de 34% imposta no último dia 2 de abril.

“A decisão dos EUA de aumentar as tarifas sobre a China é um erro atrás do outro. Ela infringe seriamente os direitos e interesses legítimos da China, prejudica seriamente o sistema de comércio multilateral baseado em regras e tem um impacto severo na estabilidade da ordem econômica global. É um exemplo típico de unilateralismo, protecionismo e intimidação econômica”, afirmou, em nota, o Ministério de Finanças chinês.

Pequim pede que os EUA retirem as tarifas impostas contra o país asiático. “A China pede que os EUA corrijam imediatamente suas práticas erradas, cancelem todas as medidas tarifárias unilaterais contra a China e resolvam adequadamente as diferenças com a China por meio de um diálogo igualitário com base no respeito mútuo”, completou o governo chinês.

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Enquanto a maior parte das Bolsas de Valores do mundo segue operando em baixa em razão da guerra de tarifas iniciada por Trump, as Bolsas chinesas operaram em alta nesta quarta-feira.

Para analistas consultados pela Agência Brasil, o tarifaço de Trump é uma tentativa de reverter a desindustrialização dos EUA, que viu sua economia perder competitividade para os mercados da Ásia nas últimas décadas. Porém, diversos economistas são céticos de que as medidas de Washington possam ter o efeito esperado e esperam o aumento da inflação dentro dos EUA.

Na Coreia do Sul, o presidente interino, Han Duck Soo, rejeitou ontem a formação de uma coalizão com a China e o Japão para tomar medidas conjuntas contra as políticas tarifárias de Trump, e pediu, no entanto, que os problemas comerciais com Washington sejam administrados por meio de negociações.

Ele disse isso durante uma entrevista à CNN, na qual argumentou que “brigar” e tomar “medidas recíprocas” contra os EUA “não vai melhorar significativamente a situação”. “Não vamos seguir esse caminho”, esclareceu.

Nesse sentido, ele ressaltou que “nem tudo será resolvido da noite para o dia” e expressou otimismo em relação a uma possível “solução” em um futuro próximo. “Acho que devemos abordar isso, o que essas tarifas de 25% significam para nós, e devemos negociar com eles lentamente”, disse ele.

Ele também enfatizou o desejo de Seul de “cooperar” com Washington.

“Há países que estão optando por uma postura mais dura e adotando tarifas em resposta às ações dos EUA, mas acho que é uma solução mais sensata aprimorar a aliança entre a Coreia do Sul e os EUA para torná-la mais forte tanto economicamente quanto em termos de segurança”, disse ele.

No entanto, ele garantiu que a imposição dessas tarifas é “uma pena”, mas reiterou a importância de demonstrar cautela, de acordo com informações da agência de notícias sul-coreana Yonhap.

Na terça-feira, o ministro das finanças do país, Choi Sang Mok, indicou que as autoridades sul-coreanas planejam “esclarecer” a “posição exata” do governo dos EUA o mais rápido possível, a fim de “realizar consistentemente as consultas relevantes” com Washington e tentar obter uma redução nas taxas.

Choi também afirmou que há uma grande probabilidade de que a Coreia do Sul “leve um longo tempo para responder” a essas ações, dada a necessidade de desenvolver uma “estratégia abrangente” com antecedência, levando em conta também a reação de países terceiros e a orientação de especialistas econômicos do governo.

Com informações da Agência Brasil e da Europa Press

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