China impulsiona mercados

Durante a noite, tivemos a divulgação de dados de conjuntura positiva, com produção industrial de agosto do país anualizada crescendo 5,5%.

Opinião do Analista / 10:37 - 15 de set de 2020

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Ontem os mercados dos EUA e também a Bovespa tiveram dia positivo, recuperando perdas recentes. Aqui a Bovespa encerrou com alta de 1,94%, com o índice voltando para a casa de 100 mil pontos (em 100.274 pontos), e dólar fechando em queda de 1,18% e moeda americana cotada a R$ 5,277. O Dow Jones observou alta de 1,18% e Nasdaq subindo 1,87%.

Hoje, mercados da Ásia encerraram o dia com valorizações em função de dados divulgados na China; Europa operando no campo positivo neste início de manhã e futuros do mercado americano mantendo alta de ontem. Aqui teríamos que buscar minimamente o patamar de 102 mil pontos do Ibovespa para tentar apontar com consistência para a faixa de 104 mil pontos para reiniciar recuperação.

Durante a noite, na China, tivemos a divulgação de dados de conjuntura positiva, com a produção industrial de agosto anualizada crescendo 5,5%, quando a previsão era +5,2% e dados anualizados de julho em +4,8%. Já as vendas no varejo anualizadas de agosto expandiram 0,5%, contra previsão de +0,1% e bem melhores do que a queda anualizada de julho de 1,1%. Já os investimentos em ativos fixos ainda mostram contração nos oito meses de 2020 de 0,3%, mas bem menor que os 1,6% negativos até julho. As vendas de imóveis é que saltaram 4,1% nos oito meses de 2020, contra expansão até julho de 0,4%.

O Banco Popular da China (PBoC, o BC do país) também expandiu crédito de um ano em US$ 88 bilhões com taxa de 2,95%. Além disso, a China disse que pretende começar a vacinar a população contra a Covid-19 já em novembro. Bons dados também para a Alemanha. O índice Zew de expectativas econômicas expandiu para 77,4 pontos em setembro, vindo de 71,5 pontos no mês anterior.

A Agência Internacional de Energia (AIE) divulgou relatório aumentando a queda de demanda por petróleo para 8,4 milhões de barris de petróleo dia (anterior em queda de 8,1 milhões BPD) e a oferta crescendo em 1,1 milhão de BPD. Entre os membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a taxa de desemprego encolheu para 7,7% (de 8,1%), mas ainda se mantém muito elevada.

No mercado internacional, o petróleo WTI tinha alta de 1,85%, com o barril cotado a US$ 37,95, muito em função da redução de produção no Golfo do México, devido ao furacão Sally que passa pela região. O euro era transacionado em alta para US$ 1,189 e notes americanos de 10 anos com taxa de juros de 0,67%. O ouro e a prata mostravam altas na Comex e commodities agrícolas também em alta na Bolsa de Chicago.

Aqui, a área econômica pretende sugerir o congelamento do salário mínimo por dois anos e aposentadoria, para dar espaço para o programa Renda Brasil no orçamento, caso que evitaria extrapolar o teto de gastos. O governo também reconheceu emergência no Mato Grosso do Sul por incêndios florestais e o Copom inicia sua reunião sobre política monetária com decisão amanhã depois de pregão encerrado. O consenso é quase total de manutenção da Selic em 2,0%.

Na agenda do dia, teremos o índice de atividade industrial do Fed de Nova Iorque e a produção industrial americana de agosto, que podem mudar um pouco os mercados. Mesmo assim, a expectativa é de Bovespa em alta, dólar ainda fraco e juros em queda.

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Alvaro Bandeira

Sócio e economista-chefe do Banco Digital Modalmais

Fonte: www.modalmais.com.br/blog/falando-de-mercado

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