China: investir US$ 40,7 bi para reduzir emissões de carbono

Siderúrgicas do país estão intensificando os esforços para mudar para uma produção com emissões ultrabaixas.

As siderúrgicas chinesas estão intensificando os esforços para mudar para uma produção com emissões ultrabaixas, tendo em vista que o país pressiona por um crescimento econômico mais verde. A produção de aço bruto da China chegou a 1,07 bilhão de toneladas em 2020, segundo os dados oficiais.

Até o final de fevereiro, cerca de 620 milhões de toneladas de capacidades de aço bruto de 229 empresas concluíram ou estão em processo de atualização de emissões ultrabaixas, de acordo com He Wenbo, diretor-executivo da Associação Chinesa de Ferro e Aço (Cisa, em inglês).

Para que a indústria siderúrgica realize totalmente emissões ultrabaixas, será necessário um investimento de 260 bilhões de iuanes (US$ 40,7 bilhões), o que aumentaria os custos operacionais em mais de 50 bilhões de iuanes a cada ano, disse He.

Ao promover vigorosamente o ajuste da estrutura industrial, a otimização da estrutura energética, a emissão ultrabaixa e a transformação com baixo teor de carbono, a indústria siderúrgica da China tem visto progressos notáveis no desenvolvimento verde nos últimos anos. De acordo com dados da Cisa, as principais empresas siderúrgicas reduziram seu consumo abrangente de energia por tonelada de aço em 58% de 2015 a 2020.

Tornar o aço e outras indústrias consumidoras de energia mais verdes é uma parte importante dos esforços mais amplos da China para reduzir a poluição e combater a mudança climática.

Segundo a Agência Xinhua, a China anunciou anteriormente que se esforçaria para atingir o pico das emissões de dióxido de carbono até 2030 e alcançar a neutralidade de carbono até 2060.

A China Baowu Steel Group Corporation Limited (China Baowu), o maior conglomerado siderúrgico do mundo, anunciou em janeiro seu objetivo de atingir o pico de emissões de dióxido de carbono antes de 2023, reduzir as emissões de dióxido de carbono em 30% antes de 2035, e alcançar a neutralidade de carbono antes de 2050.

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