China lidera destino das exportações brasileiras

Nação asiática pretende dobrar a demanda por produtos agrícolas até 2050.

Negócios Internacionais / 15:23 - 27 de jul de 2020

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A China é o principal parceiro comercial do Brasil. No primeiro semestre deste ano, 40% das exportações agrícolas brasileiras tiveram como destino o país asiático, segundo o embaixador Orlando Leite Ribeiro, que é secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura. As exportações brasileiras para o país asiático foram superiores em US$ 5 bilhões à soma da receita originada com vendas externas para os Estados Unidos, América Latina e Caribe, Europa, África e Oriente Médio.

No primeiro semestre, 72% dos embarques brasileiros foram de soja. “E a exportação de soja para a China correspondeu a 28,6% do total embarcado pelo agronegócio brasileiro para o mundo, mas precisamos diversificar produtos e mercados. Desde o começo do governo já temos 85 novos mercados. Só em 2020, temos 50 novos produtos e mercado. A agenda pela frente é grande, temos farelo de soja, revisão de protocolo do milho, do tabaco e uma série de outros produtos”, reforça Ribeiro.

A diretora comercial da Cofco International no Brasil, Carolina Tascon, reforçou que houve um crescimento de demanda por parte da China em decorrência da pandemia da Covid-19 e também da recomposição dos plantéis suínos chineses. “Tivemos uma antecipação da demanda, tentando mitigar qualquer tipo de ruptura na cadeia de valor devido à pandemia. E a China foi amplamente atingida pela peste suína africana em 2018 e 2019, e há um esforço grande para fazer recomposição do rebanho suíno, que demanda mais ração e sustenta o aumento das importações de soja brasileira”, explica.

E não é só a soja que está na pauta de importação dos chineses, ainda durante o encontro, o ministro conselheiro Qu Yuhui, da Embaixada da China no Brasil, destacou que a nação asiática pretende dobrar a demanda por produtos agrícolas até 2050. “Até 2027, a importação chinesa de carne bovina vai chegar a 8 milhões de toneladas. Atualmente, cerca de 30% das importações do país são de origem brasileira. O Brasil tem conseguido ocupar uma fatia significativa do mercado chinês”, apontou.

A questão da diversificação e o aumento da demanda chinesa também foram ponderados pelo moderador do webinar, Luiz Augusto de Castro Neves, que é presidente do Conselho Empresarial Brasil-China e ex-embaixador do Brasil na China. “Especialmente por conta do crescimento da classe média chinesa e da continuidade do processo de urbanização do país”, completou.

Mais informações: canalrural.com.br

 

AEB prevê que pandemia afetará exportações

A Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) revisou as projeções para a balança comercial brasileira e piorou as estimativas devido à desaceleração global provocada pela pandemia de covid-19 que está impactando nas trocas comerciais mundiais. A entidade passou a prever queda de 13,9% nas exportações do Brasil em relação ao acumulado de 2019, para US$ 192,7 bilhões. Nas importações, a expectativa é de um recuo de 18,1%, para nas importações para US$ 145,2 bilhões, na mesma base de comparação.

Mesmo assim, a estimativa da AEB é de um saldo positivo na balança, de US$ 47,5 bilhões, dado 1,7% superior ao registrado no ano anterior. Em 2019, as exportações somaram US$ 223,9 bilhões e as importações, US$ 177,3 bilhões. O saldo comercial ficou positivo em US$ 46,6 bilhões. Na previsão anterior, divulgada 18 de dezembro de 2019, a AEB estimava um total de US$ 217,3 bilhões nos embarques, ou seja, uma queda de 2,9% na comparação com 2019. Para os desembarques, havia uma expectativa de crescimento de 7,8% na mesma base de comparação, para US$ 191,2 bilhões. O superavit previsto era menor, de US$ 26,1 bilhões.

De acordo com a entidade, a economia e o comércio mundial estão sendo fortemente impactados, direta e indiretamente, pela pandemia da Covid-19. José Augusto de Castro, presidente da AEB, destacou que os novos números refletem a instabilidade do cenário externo, acentuado com a guerra comercial entre EUA e China, a eleição para a presidência dos EUA, a quase unanimidade de PIBs negativos mundiais e o elevado e crescente desemprego no mundo.

 

Firjan promove Série de Webinars sobre ODS

Entre os meses de julho a dezembro deste ano, a Firjan promoverá uma série de webinars sobre a retomada pós-covid-19 na perspectiva dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, via transmissão on-line e gratuita pelo canal da federação no YouTube. O evento, que terá periodicidade quinzenal, reunirá especialistas para debater pautas ambientais, sociais, econômicas e de inovação relevantes para empresários e profissionais de sustentabilidade.

Com o apoio do Pacto Global, a ideia é promover o debate, a troca de experiências e o engajamento das empresas na Agenda 2030. “As Nações Unidas estabeleceram diretrizes para a resposta socioeconômica imediata à Covid-19. É fundamental que a indústria fluminense e seus principais parceiros estejam alinhados na promoção de ações rápidas e seguras de recuperação da economia e que contribuam para uma sociedade mais igualitária, inclusiva, sustentável e resiliente”, analisa Jorge Peron, gerente de Sustentabilidade da Firjan e mediador da atividade.

Mais informações: firjan.com.br

 

Contato com o colunista: pietrobelliantonio0@gmail.com

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