China pede que EUA parem de interferir na Venezuela

EUA: recompensa de até US$ 15 milhões para informações que levem Madura à condenação.

Internacional / 23:40 - 30 de mar de 2020

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Obedecer as normas básicas que governam as relações internacionais e parar de interferir nos assuntos internos foi o recado dado aos Estados Unidos pela China. O pedido foi feito nesta segunda-feira pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Hua Chunying. Ao comnetar as decisões tomadas contra a Venezuela pelo presidente Donald Trump.

Hua fez as observações ao responder às reportagens da mídia de que o Departamento de Justiça dos EUA processou em 26 de março o presidente venezuelano Nicolás Maduro e seus ajudantes por acusações de narcoterrorismo, e que o Departamento de Estado dos EUA ofereceu uma recompensa de até US$ 15 milhões para informações que levem à detenção ou condenação de Maduro.

A Venezuela é um país soberano e independente, disse Hua. “A China sempre se opõe à violação da soberania da Venezuela e à interferência nos assuntos internos do país por qualquer força externa e sob qualquer pretexto, e está firmemente contrária às sanções unilaterais ilegais”, ressaltopu

A China pede que todas as partes deem prioridade ao bem-estar do povo venezuelano, se encontrem no meio do caminho, façam mais para salvaguardar a estabilidade na Venezuela e na região, e promovam a solução pacífica da questão venezuelana, acrescentou Hua.

 

Covid-19

 

O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, publicou uma carta enviada pelo presidente Nicolás Maduro a líderes internacionais e chefes de estado para informar o mundo sobre os ataques do governo Donald Trump contra a República Bolivariana. Na carta, o presidente venezuelano se referiu ao desenvolvimento no território colombiano de uma conspiração liderada por Clíver Alcalá, que visava atentar contra a vida do presidente, familiares e outros altos funcionários.

O chefe de Estado venezuelano destacou que a frustrada execução armada foi planejada para ser realizada no final de março, enquanto a Venezuela se prepara para enfrentar o Covid-19, uma luta que foi bem-sucedida.

Durante a pandemia, o governo dos EUA aumentou as medidas coercitivas unilaterais, rejeitando o pedido internacional para o seu fim, o que torna impossível a compra de medicamentos. “Nenhuma agressão imperialista, por mais feroz que seja, nos afastará da sagrada obrigação de preservar a vida e a saúde de nosso povo diante da pandemia de Covid-19”, afirmou o comunicado.

 

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