China quer criar empresa internacional de energia renovável

Companhia da CTG deve agrupar ativos que somam US$ 14 bilhões.

Acredite se Puder / 19:18 - 12 de dez de 2019

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Por causa do plano governamental de estimular a compra de empresas de energia renovável em todo o mundo, os ativos internacionais da estatal China Three Gorges, localizados na Europa e na América Latina, já totalizam US$ 14 bilhões. Agora, a CTG quer constituir uma companhia que os agrupe e pretendem fazer a pulverização do capital através da listagem em bolsas. A Bloomberg, no entanto, revela que os estudos ainda estão em fase preliminar e não existem decisões sobre a futura estrutura.

Recentemente, a estatal chinesa tentou realizar uma OPA para adquirir o controle da portuguesa EDP, na qual já possui 23% do capital. A oferta não progrediu porque a energética portuguesa tem diversas renováveis nos Estados Unidos que, em hipotese alguma, admitiriam a transferência. Os investimentos brasileiros são das EDP International Investiment and Services e da EDP Invetimentos e Serviços Unipessoal de, respectivamente, 27,71% e 23,49% da EDP Energias do Brasil, além do controle total da EDP Espírito Santo e EDP São Paulo, duas distribuidoras de energia. A América Latina tem sido o principal objetivo da CTG nos últimos anos. A sua última aquisição aconteceu em setembro, no Peru, com a aquisiçãoda Sempra por US$ 3,6 bilhões.

 

Estatal chinesa dá calote de US$ 1,25 bi

A reestruturação de dívida do Tewoo Group obrigou grande parte dos investidores a aceitarem perdas muito pesadas. A estatal chinesa teve o maior default de uma emissão em dólares nos últimos vinte anos, A anterior foi em 1998, com o colapso da Guangdong International Trust and Investment. Para os analistas isso significa que a luta do governo chinês para conter o risco ao crédito, sinaliza que a desaceleração económica está limitando a capacidade de sustentação das estatais mais fracas. A Tewoo é da cidade portuária de Tianjin, no norte da China, e fez o lançamento de títulos no valor de US$ 1,25 bilhão. Agora, depois de convencer que não pode honrar a dívida, levou 57% dos investidores portadores de tais títulos e concordarem com o reembolso de apenas 37 a 67 centavos de dólar, dependendo do prazo de vencimento. Cerca de 22,6%, no entanto, votaram pela troca por novos títulos com cupões muito mais baixos.

 

Investidor terá um fundo de maconha

A XP Investimentos lançou o primeiro fundo brasileiro focado no mercado de cannabis internacional, que deverá movimentar mais de US$ 160 bilhões por ano até 2025. O Trend Cannabis FIM investe em ações das empresas dos Estados Unidos, Canadá e Inglaterra cuja principal matéria-prima de seus negócios é a maconha. As companhias com maior peso no fundo são Aurora Cannabis, GW Pharmaceuticals e Cronos Group. Somente será cobrada a taxa de administração de 0,5% ao ano, e a aplicação mínima é de R$ 500.

 

Saneamento ainda terá muitas discussões

Depois que a Câmara dos Deputados aprovou o texto-base do PL do Saneamento, os analistas do Credit Suisse entenderam que algumas companhias podem adiar a privatização das concessões, mas com as novas metas de operação, qualidade e investimentos, muitas não serão capazes de manter os contratos. Por causa disso, haverá maior regionalização e agrupamento dessas concessões seguindo interesses em comum. Como foram mantidas as orientações regulatórias da ANA e os incentivos para a aplicação das novas regras foram mantidos, haverá menor risco. Os da XP Investimentos acham que a manobra abriu espaço para mais uma longa jornada de discussões em torno do tema, já que possivelmente haverá alterações por parte do Senado.

 

SEC pega mais um fraudador com criptomoedas

Entre agosto de 2017 e abril de 2018, Eran Eyal, fundador da UnitedData Inc.e da Shopin, realizou fraudulentamente uma oferta inicial de moedas (ICO) para vender Shopin Tokens e, com isso, captou US$ 42 milhões de centenas de investidores. Acontece que a Shopin nunca criou uma plataforma funcional. De acordo com o apurado pela Securities and Exchange Commission. Eyal mentiu repetidamente e fez declarações falsas sobre supostas parcerias. Além disso, desviou mais de US$ 500 mil dos investidores para seu uso pessoal, usados para aluguel, compras, despesas de entretenimento e um serviço de namoro. A SEC apresentou queixa no tribunal federal de Manhattan.

 

MRV capta R$ 90 milhões para o Luggo

A oferta pública de cotas do Luggo Fundo de Investimento Imobiliário pela MRV Engenharia captou R$ 90 milhões e terminou com quase 2 mil cadastros de pessoas físicas.

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