Chineses contribuem para sucesso da Rio 2016

Empresas / 07:44 - 19 de ago de 2016

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[caption id="attachment_550339" align="alignnone" width="424"]Mascotes Tom e Vinícius Mascotes Tom e Vinícius[/caption]

O Rio é a sede mais longe da China na história olímpica, mas por todo lado tem um toque chinês, seja nas mascotes, nos uniformes oficiais e nos equipamentos de segurança, energia e telefonia. Pela terceira vez em uma Olimpíada, a fabricante Honav está um pouco preocupada com o estoque. Ela é a principal fornecedora das mascotes de pelúcia e outros produtos licenciados dos Jogos Olímpicos do Rio.

Não achava que fosse vender tanto, já que antes dos Jogos não estava indo tão bem assim. O costume dos brasileiros é diferente”, disse o presidente da empresa, Shaoshu Chen. Para o espectador, o mais importante dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos são as partidas, mas as mascotes também são especiais. Foram batizados de Vinicius e Tom, em homenagem aos mestres da Bossa Nova. Foram desenhados por brasileiros e transformados em pelúcias pela Honav.

Após início dos Jogos,

compra de mascotes dispara

A Honav já tinha ganho o direito sobre os produtos licenciados de Beijing 2008 e Londres 2012. Para a Rio 2016, produz medalhas comemorativas, pelúcia e porcelana. O presidente do Comitê Organizador, Carlos Nuzman, mostrou-se “muito satisfeito por assinar o acordo de cooperação com a Honav, conhecida pela boa qualidade, design criativo e desenvolvimento sustentável de seus produtos”. “A empresa trouxe experiências importantes para a Rio 2016”, disse Nuzman.

Segundo Chen, a Honav elaborou mais de 1.100 produtos para os Jogos Olímpicos do Rio, e a fabricação chega a mais de 5 milhões de unidades. Depois da cerimônia de abertura, turistas, atletas e espectadores começaram a comprar os produtos com uma força fora do normal. “Agora, não estamos preocupados com as vendas, mas sim com o estoque. Alguns produtos já precisam ter uma quantidade limitada de venda por dia.”

Roupas e ar-condicionado

Na sede da Rio 2016, é possível ver um cartaz com os nomes dos patrocinadores, entre os quais se destacam a 361º – que, com um toque chinês, fornece os uniformes oficiais – e a Gree, que refrigera os estádios.

A marca de vestuário esportivo 361º se tornou a fornecedora oficial da Rio 2016 em outubro de 2014. Fabricou todos os uniformes dos voluntários, técnicos, funcionários dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, eventos-teste e revezamento da tocha.

Marcas de roupas esportivas patrocinaram várias delegações. Promovida pela empresa Desports, a 361º forneceu produtos para as delegações da Grécia e África do Sul, e a Erke patrocina os croatas, por exemplo. Dessa forma, é possível ver atletas com uniformes de fabricação chinesa em vários locais de competição.

Os ares-condicionados da Gree China refrigeram os estádios, a Vila dos Atletas, as instalações de mídia e os hotéis e aeroportos oficiais. Outra marca chinesa do setor, a Midea, fornece produtos para a Rio 2016 por meio de sua operação no Brasil.

Nas competições, os atletas também usam equipamentos produzidos na China. A Taishan Sports atende ao judô, taekwondo, luta livre, atletismo e ciclismo. “Há alguns anos o padrão de equipamentos é sempre europeu. Desta vez, os equipamentos de judô, taekwondo e luta olímpica têm padrão chinês”, afirmou Bian Zhiliang, presidente da Taishan Sports.

Também se destacam as marcas DHS e Tinsue, que fornecem mesas e pisos especiais para as competições de tênis de mesa, respectivamente.

Segurança e metrô

Perto do Maracanã, palco da abertura e encerramento e de várias partidas de futebol, Chen Yongjian, diretor da Nuctec no Brasil, está presente todos os dias com sua equipe, preparado para atender a qualquer demanda de manutenção ou reparo dos equipamentos de segurança nas entradas.

São dela todos os equipamentos de segurança das entradas do Maracanã e das arenas de Deodoro, além dos locais de prova na Barra e Copacabana. “Na Copa de 2014, a qualidade do equipamento da Nuctec foi reconhecida e aceita pelos brasileiros. Por isso continuam a usar nossos produtos nos Jogos Olímpicos”, disse Chen

Na área de segurança, também está em campo a Dahuatech, que ganhou a licitação para fornecer mais de 80% das câmeras de monitoramento nos estádios. São dela 2 mil câmeras de alta definição.

Fora dos estádios, a tecnologia chinesa também marca presença. A State Grid é responsável pelo fornecimento de energia nos estádios no Rio e no Mané Garricha, em Brasília, onde alguns jogos de futebol foram realizados. A bem-sucedida cerimônia de abertura, com excelente exibição de luzes, teve a State Grid em campo.

Na abertura e nos jogos, os espectadores postam fotos nas redes sociais por meio do serviço de empresas de telecomunicação chinesas como Huawei e ZTE. Antes dos jogos, em quase todas as obras de estádios e infraestrutura urbana era possível encontrar máquinas de construção Sanyi. E os vagões da linha 4 do metrô são todos fabricados pela CRRC Corporation China. (Agência Xinhua)

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