Choque espanhol

O consumidor espanhol se prepara para enfrentar o primeiro aumento nas tarifas de eletricidade em seis anos. Mas ao contrário de certos países do Hemisfério Sul, a “dolorosa” não vai ficar tão mais salgada assim: o reajuste será de módicos 1,65%. A nova tarifa valerá, pelo menos, até o final do próximo ano. Nem tudo são flores. Talvez inspirados em exemplos além-mar, o governo espanhol está alterando as regras para a fixação das tarifas de eletricidade, permitindo o repasse das variações nos preços do gás natural, na procura de energia e nas taxas de juro, tendo já traçado a estratégia para a abertura dos mercados de gás natural e de eletricidade a partir do próximo ano. Mas de leve: as tarifas só poderão aumentar até 1,4% ao ano de 2004 até 2010. No Brasil, mais ou menos o equivalente a um mês de reajuste.

Se fosse o PT…
Na Espanha como cá, as empresas de eletricidade reclamam de prejuízos. Garantem que, nos últimos cinco anos, têm perdido dinheiro no mercado espanhol, devido ao corte de preços imposto pelo governo de José Maria Aznar, para combater a inflação. Nada como um governo liberal.

Excesso perigoso
Estimativas do Ministério da Saúde mostram que, no Brasil, a obesidade já é, literalmente, uma questão de peso. Pelas projeções do ministério, 7% dos homens e 12,5% das mulheres com mais de 18 anos estão 30 quilos acima do peso normal. E a obesidade infantil já atinge cerca de 20% das crianças, tendo na alimentação rica em gordura sua principal causa. Preocupados com essa questão, cujas conseqüências vão muito além da estética, especialistas participam desde ontem e até a próxima segunda-feira do I Curso Internacional de Cirurgia Bariátrica Videolaparoscópica, em São Paulo. Esse nome, já por si só assustador, se refere a técnica cirúrgica ainda pouco utilizada no Brasil, embora, segundo seus adeptos, ofereça menores riscos pós-operatórios, por dispensar incisão abdominal.

Reflexos salgados
O consumo médio de sal do brasileiro varia de 15 a 20 grama por dia, contra a recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) do máximo de três a cinco gramas por dia. Os dados foram apresentados pelo médico Christian Domenge, diretor-científico da Sociedade Franco-Brasileira de Oncologia, durante congresso da entidade. A situação é particularmente grave porque, segundo o Ministério da Saúde, o sal é a quarta principal causa do câncer de estômago no país, atingindo com maior freqüência homens que mulheres.

Pensando grande
O anúncio da CSN de que desistira de adquirir a Corus levou um operador do mercado financeiro a sugerir à Bovespa que incorporasse a Bolsa de Nova York (Nyse). O negócio, no entanto, não foi adiante devido ao temor de que a Nyse obrigasse a bolsa brasileira a levar a Nasdaq como brinde.

Sem restrições
Diferentemente dos eleitores submetidos, durante oito anos, à sua trágica política econômica, empregados e ex-empregados do ministro da Fazenda, Pedro Malan, não têm queixas dele como patrão. Alguns garantem que Malan é mão aberta e não submete os subordinados aos mesmos constrangimentos salariais que impõe aos que vivem do salário mínimo e das aposentadorias e pensões do INSS.

Vizinhos
O Fluminense, centenário clube de futebol do Rio, ofereceu na quarta-feira jantar em homenagem à governadora eleita, Rosinha Matheus, e a seu vice, Luiz Paulo Conde, ambos tricolores de carteirinha. Após os discursos de praxe, um veterano conselheiro do clube pediu a palavra e lembrou à evangélica Rosinha o ditado “Mateus, primeiro os teus” – no caso, o time de coração. Seguiram-se palmas e todos cantando o hino do tricolor carioca.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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No mundo de negócios, é tudo uma questão de preço.

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