Cidade do Rio tem mais mortes do que nascimentos pelo 7º mês seguido

Após alta em fevereiro, o Estado do Rio voltou a registrar diminuição na diferença entre nascimentos e óbitos, agora em apenas 7%. A cidade do Rio tem mais óbitos do que nascimentos pelo 7º mês seguido.

O Estado do Rio de Janeiro voltou a registrar queda na diferença do número de nascimentos em relação à quantidade de óbitos, após um pequeno aumento ocorrido no mês de fevereiro. Em março esta variação sofreu nova queda, passando agora para 7%, com um total de 16.538 recém-nascidos e 15.455 mortes, diferença de apenas 1.083 atos.

O Estado do Rio de Janeiro já havia enfrentado a realidade de ter tido mais óbitos do que nascimentos em três oportunidades nesta pandemia. Em maio, foram 16% óbitos a mais do que nascimentos (20.238 x 17.495), fato que voltou a ser observado em dezembro, com 16% mais mortes do que nascidos (17.700 x 14.822) e em janeiro deste ano, com uma variação de 1% a mais de óbitos (15.673 x 15.555).

Os dados constam do Portal da Transparência do Registro Civil (http://transparencia.registrocivil.org.br/inicio), base de dados abastecida em tempo real pelos atos de nascimentos, casamentos e óbitos praticados pelos Cartórios de Registro Civil do país, administrada pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), cruzados com os dados históricos do estudo Estatísticas do Registro Civil, promovido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base nos dados dos próprios cartórios brasileiros.

A diferença entre os dois atos já vinha caindo ao longo do tempo, mas acelerou vertiginosamente com a pandemia causada pelo novo coronavírus. Em 2003, no início da série história está diferença era de mais de 95%, baixando para 63% na década de 2010 e abrindo 2020 com diferença na casa dos 46%. Com o início da pandemia, o Rio de Janeiro, esta média caiu para 35% em março, baixando rapidamente para um maior número de óbitos do que nascimentos em maio, e leve recuperação no segundo semestre de 2020, quando houve diminuição de óbitos no Estado.

“O advento da pandemia fez crescer expressivamente o número de óbitos e também gerar uma preocupação entre os casais na intenção de terem filhos e de aumentar a família. Esses dois movimentos registraram marcas importantes no que diz respeito aos dados de Registro Civil no nosso Estado, que impactam historicamente e futuramente no desenvolvimento do país. o que reforça ainda mais a importância da plataforma do Portal da Transparência para a sociedade e de se terem os dados sempre que possível, atualizados”, afirma Humberto Costa, presidente da Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado do Rio de Janeiro (Arpen/RJ).

Já no Brasil, a alta no número de mortes no mês de março provocou um fenômeno inesperado no país: a aproximação recorde entre os números de nascimentos e óbitos, que atingiu o menor patamar da série histórica do Registro Civil, iniciada em 2003. Com 227.877 nascimentos e 179.938 óbitos, a diferença entre ambos ficou em apenas 47.939 atos, o que equivale a 27%, e uma redução histórica de 72% desde o início da pandemia em março de 2020.

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