Cinza

Título de recente paper do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) resume bem as relações assimétricas entre a economia internacional e a tupiniquim sob a gestão Lula: “Economia Global: a economia mundial é cor de rosa (a brasileira continua cinza).”

Detalhe
Do presidente do Conselho Regional de Economia do Rio de Janeiro (Corecon-RJ), João Paulo Magalhães, em debate, sexta-feira, na Uerj: “Antes de o escândalo do mensalão estourar, se costumava dizer que a economia ia bem, porque a inflação estava sob controle e a situação externa melhorara graças às exportações. Tudo ia bem, até que um cara genial lembrou que o país só crescia mais do que o Haiti”, recordou Magalhães, levando a platéia às gargalhadas.

Sei de nada
Magalhães nega ter sido procurado pelo ministro do Futuro, Mangabeira Unger, ou por qualquer emissário deste para que aceite presidir o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O presidente do Corecon-RJ, que disse ter tomado conhecimento sobre o suposto convite pela imprensa, não se mostrou empolgado em assumir o Ipea, mas ressalvou que, devido à ligação com Mangabeira, não descartaria oferecer algum tipo de contribuição ao novo ministro.

Pró-acidente
Cerca de R$ 22 bilhões é o custo anual estimado para os gastos causados por acidentes rodoviários no Brasil. A cada ano, 33 mil pessoas morrem em transportes terrestres. O valor e as vítimas não sensibilizam a equipe econômica, que, desde o início do ano, segura, em prol do superávit primário (corte para pagar juros), R$ 141 milhões que dariam continuidade às obras do Programa Pró-Sinal, lançado em 2006, com o objetivo de recuperar a sinalização das rodovias federais. Ano passado, foram aplicados R$ 137 milhões: “Apesar de as deficiências de sinalização não serem as únicas causas para esses trágicos números, contribuem enormemente para que as ocorrências sejam cada vez mais freqüentes”, alerta a diretora-executiva da Hot Line, especialista em sinalização horizontal, Áurea Rangel.

Queixa ao Papa
O arcebispo de Aparecida, Dom Raimundo Damasceno, entrega ao Papa Bento XVI a carta Via Crucis dos aposentados – o vilipêndio de seus proventos. O documento, da Confederação Brasileira dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Cobap), lembra a campanha da esperança de 2003, quando a Igreja Católica pedia respeito aos idosos, e denuncia o Governo Lula, “que não quer dialogar com a categoria”. “O governo ignorou as perdas dos valores de benefícios, produziu reformas para dificultar as aposentadorias e trata o idoso como cidadão de segunda classe, negando, não raramente, a aplicação do próprio Estatuto do Idoso”, diz a carta.

Cerimônia
A missa de sétimo dia em homenagem a Doutor Enéas será realizada nesta segunda-feira, às 11h, na Igreja da Candelária, no Centro do Rio de Janeiro.

Fogo
Em 2006, 27 balões caíram dentro das dez empresas que integram a Associação das Indústrias do Pólo Petroquímico do Grande ABC (Apolo). O número é menor do que o de 2005 (47) e em linha com a média dos últimos anos. A entidade inicia nesta segunda a campanha “Balão Não. A vida em suas mãos”. A expectativa é levar a mensagem diretamente a 28 mil estudantes e atingir cerca de 1,5 milhão de pessoas.

Violência em foco
O movimento Rio Unido contra a Violência realiza, nesta terça-feira, às 15h, na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Centro, o debate Violência e Direitos Humanos. Infelizmente, o tema é cada vez mais recorrentes nos grandes centros urbanos do país.

Santo Ofício
Pelo linguajar adotado e pela temática priorizada, a visita do papa Bento XVI acabou contribuindo para dar um ar medieval à cobertura da imprensa. Pena, porque, apesar dos sinais de apartamento da realidade, Bento XVI também tem críticas pertinentes aos desvãos da modernidade, como a invasão do Iraque, o consumismo desmedido e a indiferença social.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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