Cips, a alternativa chinesa ao sistema de pagamentos Swift

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RMB (foto de Zhang Chunlei, Xinhua)
Um funcionário conta a moeda chinesa Renminbi (RMB) num banco em Linyi, Província de Shandong, leste da China, 11 ago, 2015.

Uma das sanções contra a Rússia avaliada pelos EUA é desconectar os bancos russos do sistema de pagamento Swift. Em teoria, o arcaico método de transferência de dinheiro internacional não sofre controle de nenhum governo. Mas só na teoria. Os Estados Unidos já bloquearam transferências em dólar e impuseram o banimento do Irã. A medida ainda não foi tomada contra a Rússia por, ao menos, 2 motivos: poderia ser um tiro no pé da Europa, especialmente Alemanha; e há dúvidas quanto ao efeito sobre as transações russas.

A punição também ajudaria a estreitar as relações entre Putin e a China. Apesar de anos de esforços para que o comércio bilateral se dê em rublos e renminbi, somente uma pequena parcela das transações entre os 2 países se dá à margem do dólar.

A China, porém, tem, desde 8 de outubro de 2015, um sistema de pagamento próprio para transações na moeda chinesa. O Cips (Cross-Border Interbank Payment System, também conhecido como China Interbank Payments System) é ainda um pequeno ator perto do Swift – lidou com 2,2 milhões de transações no ano passado, com um valor total de 45,3 trilhões de iuans (US$ 7,1 trilhões); o irmão famoso bateu, em novembro de 2021, um recorde de 50,3 milhões de mensagens trocadas em um único dia e processa cerca de US$ 6 trilhões diariamente, 40% delas em dólar. Mas o Cips vem crescendo, impulsionado pela Iniciativa Cinturão e Rota (BRI, na sigla em inglês).

O volume de tráfego de pagamentos pelo Cips em 2020 aumentou cerca de 20%, enquanto o valor total das transações aumentou mais de 30%. Até agora, são 53 participantes diretos e 1.137 participantes indiretos (876 na Ásia, 153 na Europa, 42 na África, 26 na América do Norte, 23 na Oceania e 17 na América do Sul). Para facilitar os acordos entre a Rússia e a China, vários bancos russos começaram a se conectar ao sistema chinês.

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Ver o dólar perder espaço é tudo que os EUA não desejam.

 

Combustível e fertilizante

Óleo diesel foi o principal produto importado pelo Brasil em 2021, com mais de US$ 7 bilhões, segundo a Logcomex. “Podemos ressaltar, além do diesel, aviões, insumos para fertilizantes, petróleo, embarcações e vacinas”, explica Helmuth Hofstatter, CEO da empresa. Petróleo foram quase US$ 4 bilhões.

Entre os 10 principais produtos importados pelo Brasil, apenas aviões (quase US$ 7 bilhões), embarcações (US$ 3,7 bilhões) e turborreatores (US$ 3,5 bilhões) não são ligados a combustíveis ou fertilizantes.

 

Só para quem pode

O Carnaval será de folia para quem puder pagar e de correr da polícia para os não privilegiados.

 

Rápidas

A Comissão Especial de Indústria Naval e Petróleo da Alerj reuniu-se nesta quinta-feira para discutir benefícios fiscais para a cadeia produtiva vinculada ao setor naval *** A ONG SOS Dental oferece às prefeituras projeto de atendimento médico e odontológico a partir de R$ 0,99. A primeira cidade a aderir é União dos Palmares (AL) *** O GRES Império Serrano comemora, em 2022, 75 anos de luta, resistência e muita glória. Em homenagem, a União do Parque Acari vai levar à Avenida o enredo A Coroa Imperiana nos braços da nação Acariense, do carnavalesco André Tabuquine.

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