Cisão

O apoio de setores da cúpula da Fedecámaras da Venezuela – equivalente à Confederação Nacional da Indústria (CNI) – à paralisação das atividades do setor de petróleo, caracterizando o movimento como um locaute, tem merecido duras críticas de setores do próprio empresariado local. O ex-presidente de Fedecámaras Francisco Natera diz ter recebido telefonemas de vários empresários, manifestando sua preocupação com esse tipo de decisão “por parte cúpula”, especialmente a proposta de abonar o dia dos grevistas, lembrando que isso pode estimular futuramente o aumento do absenteísmo. “Muitos empresários legalistas, acatamos, mas não compartilhamos do respaldo à greve por parte da Fedecámaras, pois consideramos que o mais importante é a paz do país e evitar uma má imagem no exterior”, acrescenta Natera.

Oportunidades
Investimentos em energia e abertura do setor de petróleo a grupos estrangeiros estão movimentando o setor de advocacia. Cursos estão sendo organizados para oferecer aos profissionais de Direito formação na área, que envolve contratos de concessão, duas agências reguladoras (Aneel e ANP) e, claro, muito dinheiro. Um desses cursos, do Ibmec Law – o novo Centro de Estudos do Direito do Ibmec – fala em “sinergia na atuação dos profissionais das empresas particulares com as áreas de atuação das agências reguladoras”. Lobby é outra coisa.

Sangue
Os contabilistas brasileiros (330 mil) estão preparando campanha nacional de doação de sangue – a maior já realizada por uma categoria profissional no país, garantem as entidades organizadoras. A iniciativa vai envolver também os estudantes. A campanha, que tem o apoio do Ministério da Saúde, será entre 22 e 25 de abril, Dia dos Contabilistas.
A campanha tem a adesão dos 27 conselhos regionais de Contabilidade. Os hemocentros estaduais darão o apoio logístico. Segundo os CRCs, dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que um país deve ter um contingente de doadores de sangue que represente entre 2% e 5% da população. No Brasil, o número de doadores (2,8 milhões) não chega a 1% da população. Para atingir o percentual mínimo previsto pela OMS, são necessários 600 mil novos doadores.

Vida curta
O jornalismo ligeiro e isento de maiores questionamentos não fica restrito às páginas de economia dos “jornalões”. Na verdade, é mais fácil identificá-lo nas páginas menos críticas, como esportes. Semana passada, matérias foram escritas sobre a falência do futebol carioca e a supremacia do bem organizado esporte paulista. Tudo porque nas quatro primeiras colocações do Torneio Rio-São Paulo estavam clubes de Sampa. Uma visão tão curta que bastou uma semana para que o quadro se equilibrasse. Agora, no topo da tabela estão dois times de São Paulo e dois do Rio. Para coroar, a cobertura de futebol dos “jornalões” adotou um previsor do mesmo quilate do Ibope (na política) ou de Malan e FMI (na economia). Há duas semanas, as chances de o Fluminense, centenário clube do Rio, se classificar eram de 2%. Ontem, pularam para 39%.
Pode-se afirmar que o Rio ocupa as três últimas colocações. Nenhuma surpresa aí. O interior de São Paulo é tão forte economicamente quanto o próprio estado fluminense. Nada mais lógico que os clubes de fora da capital refletirem essa força.

Teste
A convenção nacional do PMDB, em junho, que decidirá sobre o rumo do partido nas eleições deste ano, oferecerá oportunidade ímpar ao senador José Sarney. Adepto até aqui da política que combina criticas amiúdes e votos a favor do essencial da política do governo FH, o pai de Roseana poderá mostrar com os delegados que detém no Amapá e no Maranhão até onde vai sua disposição oposicionista.

Braços cruzados
Quando é que o Conselho de Segurança da ONU vai condenar a limpeza étnica levada a cabo por Ariel Sharon na Cisjordânia?

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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