Classe média corta plano de saúde

Dados recentes apurados pela consultoria econômica Tendências apontaram que a classe média brasileira passou a mudar os hábitos de consumo devido à queda na renda disponível para gastos, passando de R$ 286 milhões para R$ 259 milhões, o que representa 10% a menos. Despesas com roupas novas, compra de eletrodomésticos e planos de saúde foram substituídos por gastos básicos, como alimentação e o pagamento das contas domésticas.

Em meio à pandemia do coronavírus e o colapso no Sistema Único de Saúde (SUS), o corte em investimento em planos de saúde por parte da classe média torna-se um sinal de alerta porque, de acordo com pesquisa realizada pelo IBGE em 2019, apenas 26% da população brasileira possui convênio médico.

Já segundo a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), por outro lado, os planos de saúde ganharam a adesão de 1 milhão de beneficiários durante a pandemia. O estudo da federação é baseado em dados disponibilizados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Segundo a FenaSaúde, os planos têm, atualmente, 48 milhões de beneficiários, o maior número desde setembro de 2016. O aumento foi maior nos planos coletivos empresariais, que cresceram 2,48%. A adesão dos idosos nesses planos foi ainda maior, com uma expansão de 3,8% de pessoas com mais de 59 anos. Na faixa abaixo dessa idade, o aumento ficou em 2,36%.

Os planos individuais e familiares tiveram alta de 0,07% no número de novos beneficiários. Entre os idosos o índice ficou em 2,65%, contra uma queda de 0,9% com menos de 59 anos.

Durante a pandemia, os planos também tiveram alta na utilização, tanto pelos pacientes com Covid-19, como para outras necessidades. De acordo com o levantamento, em março a ocupação de leitos em unidades de terapia intensiva de pacientes com o novo coronavírus ficou em 80%. O índice de uso de leitos para outras enfermidades registrou 73% no mês passado.

“As operadoras vão fechar o primeiro trimestre com o maior custo assistencial da história devido ao avanço da pandemia e da manutenção de procedimentos não urgentes em níveis muito altos”, destaca a diretora-executiva da entidade, Vera Valente.

Ela explica que as internações por Covid-19 são mais dispendiosas do que a média para os sistemas de saúde. “As internações por Covid-19 são mais prolongadas, especialmente em UTIs, que apresentam custos duas a três vezes maiores que os leitos de internação não Covid-19”.

Os reajustes dos planos de saúde têm sido questionados pelo Procon de São Paulo, que entrou com uma ação civil pública para pedir explicações as operadoras. Segundo o órgão de defesa do consumidor, em janeiro foram registradas 962 reclamações sobre o assunto.

A FenaSaúde aponta não só os gastos elevados durante a pandemia, mas um aumento geral de custos de R$ 31 bilhões nos últimos três anos.

 

Com informações da Agência Brasil

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