Classes C, D e E vão de marmita; A e B preferem delivery

Pesquisa encomendada pela VR Benefícios e realizada pelo Instituto Locomotiva apontou que subiu de 47% para 54% o número de pessoas que vai levar marmita: o uso da marmita será maior entre as classes C/D/E. Também cresceu de 10% para 17% a quantidade de pessoas que vai pedir lanches ou refeições por delivery, na hora do almoço. Diferentemente do que foi percebido no uso da marmita, a procura pelo delivery dobra nas classes A/B.

A pandemia acelerou alguns comportamentos, como o crescimento muito forte do e-commerce e do delivery como forma de resposta à crise”, explica Paulo Roberto Esteves Grigorovski, diretor-executivo de Marketing e Serviços ao Trabalhador, da VR Benefícios. “Os estabelecimentos comerciais ampliaram seus serviços de entrega em domicílio ou iniciaram o delivery, além de expandir a aceitação de cartões”, diz.

Em contrapartida ao crescimento do delivery, o levantamento mostra que as intenções de comer em restaurantes por quilo caem de 25% para 13%, provavelmente motivadas

O setor de alimentação fora do Lar (AFL) foi fortemente impactado pela pandemia do coronavírus. Em 2020, bares, restaurantes, pizzarias e lanchonetes tiveram que fechar suas portas e se adaptar a um novo cenário sem a previsão concreta da reabertura em sua totalidade. Mesmo com a flexibilização da quarentena isso ainda gera reflexos nos negócios até hoje. De acordo com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-SP), 30% dos comércios encerraram as atividades porque faliram nesse período. Em comparação ao ano anterior, 2019, o crescimento do setor foi marcado por mudanças nos hábitos de consumo e, com isso, elevou o percentual de gastos dos recursos destinados à alimentação para 32,8%, segundo estimativas do IBGE. Já em 2018, esse mercado correspondia a 2,7% do Produto Interno Bruto nacional Brasil, com faturamento de R$ 176 bilhões.

Estudo da Mobills apontou que os gastos com os principais aplicativos de entregas de comida – Rappi, iFood e UberEats – cresceram 149% em 2020. Já segundo a pesquisa “Alimentação na Pandemia: a Visão dos Operadores de Foodservice”, desenvolvida pela consultoria Galunion e pela Associação Nacional de Restaurantes (ANR), um terço dos estabelecimentos (34%) comprou insumos com distribuidores especializados e outra parcela (31%) adquiriu direto com a indústria.

E um outro levantamento, da Food Consulting e levantamentos da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia) com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou que o setor vai passar de uma queda de 32% em 2020 para uma alta de 22% a 25% em 2021. A expectativa é grande, quem conseguiu se reinventar e sobreviver à pandemia tem grandes chances de ascender devido às novas tendências nascidas durante o período. De acordo com dados levantados, aproximadamente 25% dos operadores de food service não resistiram à crise e encerraram suas atividades.

Segundo André Gasparini, diretor comercial da Agropalma, maior produtora de óleo de palma sustentável da América Latina, “grande parte das falências se deve à falta de adaptação dos negócios aos novos canais comerciais, como os aplicativos de refeições com delivery e take away. Dentro desses novos padrões de funcionamento, impulsionados principalmente pelo delivery e take away, estima-se que o setor passará de uma queda de 32% em 2020 para uma alta em torno de 25% em 2021”.

Leia mais:

Consumo das famílias caiu 0,6% em fevereiro

Sete em 10 passaram a poupar mais por conta da pandemia

Consumo das classes C e D avançou em 9% no quarto trimestre

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