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sexta-feira, janeiro 22, 2021

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Pelo que se viu ontem no Senado, o ministro Antonio Palocci deve acreditar que, por ser desempregada, a pessoa também é burra. O ministro garantiu que foram criados mais de 700 mil vagas de trabalho formais em 2003. Como o índice de desemprego passou de 10,5% em 2002 para 10,9% no primeiro ano do paloccianismo, o brasileiro é que não sabe aonde procurar emprego.

Casa de força
Mais do que boa pelo aspecto financeiro, a notícia de que o Brasil vai vender energia elétrica à Argentina é emblemática das opções dos respectivos governos. Ela revela os efeitos da retomada do crescimento do país vizinho, bem como o preço pago pela privatização do setor perpetrada por Carlos Menem, com sua correspondente ausência de investimentos. Ao mesmo tempo, mostra como um país que, antes da experiência FH, foi a oitava economia do mundo, passou a ter excedente de energia para vender, embora os investimentos pós-apagão tenham sido insignificantes para as necessidades nacionais. Ou seja, enquanto um necessita investir em infra-estrutura para sustentar sua opção pela retomada do crescimento, outro passou a exportar essa commodity, depois de abrir mão de crescer.

Voz do dono
Num instante em que se relembra os 40 anos do golpe de 64, é interessante relembrar as impressões de um dos decanos da mídia, o jornalista Mino Carta. Em entrevista ao portal AOL, Mino desmistifica a imagem autoconstruída por setores da imprensa, afirmando que a mídia brasileira, “desde aquela época, servia ao poder”: “O Brasil tem a pior mídia do mundo. Ela é muito ruim, incompetente, priva pela ignorância, pela vulgaridade, pelo distanciamento e pela falta de responsabilidade. A mídia vinha invocando o golpe há muito tempo. Isso é o que mais me lembro dos editoriais de O Globo, do Estadão, do Jornal do Brasil. Nesse tempo, a Folha de São Paulo não tinha o peso que adquiriu depois. Mas esses três jornais soltavam editoriais candentes, implorando a intervenção militar para impedir o caos. Era o caos que estava às portas!”, rememora o veterano jornalista.

“Adevogado”
O Brasil tem 732 faculdades de Direito, que despejam anualmente 70 mil bacharéis no mercado de trabalho. A informação foi apresentada pelo vice-presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Aristoteles Atheniense, durante a comemoração do 15º aniversário de instalação do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, em Brasília: “A formação dos futuros advogados, procuradores e juízes torna-se um fator inquietante diante do risco de que os licenciados não estejam suficientemente informados das inclinações do Direito, nem dotados de sensibilidade bastante para avaliar as necessidades do povo”, advertiu Atheniense, destacando que a má qualidade do ensino jurídico causada pela proliferação dos cursos no país afeta diretamente o funcionamento do Judiciário, contribuindo para tornar mais visível a distância entre Justiça e sociedade, aumentando a descrença desta na primeira.

Nariz comprido
Servidores que aderiram a planos de demissão voluntária (PDVs) no governo FH saem às ruas, amanhã, para pedir  reintegração. No Rio, farão uma passeata, da Candelária à Cinelândia, com saída às 17h. Eles alegam terem sido enganados pelo governo FH, que não teria pago direitos previstos nos PDVs, como linhas de crédito e qualificação profissional, o que explica a escolha do 1º de abril para o protesto.

África
A partir deste sábado a Varig volta a operar vôo direto para a África do Sul, que será diário para Johannersburgo. Uma vez por semana, no sábado, haverá vôo com escala na Cidade do Cabo. A Varig não voava direto para a África do Sul há cinco anos, mas manteve acordo com a South African Airways (SAA) para atendimento dos seus passageiros. Às segundas, terças e quartas o vôo sai às 14h do Rio, faz escala em São Paulo, de onde parte às 17h40 e às 6h55 (hora local) chega a Johannersburgo. Aos sábados a saída do Rio é às 19h e de São Paulo às 20h59.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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