Oito em cada 10 brasileiros afirmam não saber calcular a diferença real entre quanto ganha uma pessoa com contrato via CLT ou PJ. Interessante levantamento feito por Robson Profeta, consultor financeiro e de carreira, mostra que o erro pode custar caro.
“A pessoa vê um salário de PJ aparentemente mais alto, mas ignora férias, 13º, FGTS, benefícios isentos de impostos e até custos operacionais que ela nunca teve. Quando coloca tudo na ponta do lápis, muitas vezes descobre que ganhou menos do que ganharia no regime CLT”, explica Profeta.
Entre os pontos esquecidos estão benefícios como vale-refeição, plano de saúde, previdência privada, auxílio-creche e bônus corporativos, que quase sempre desaparecem no modelo PJ. A isso se somam custos ocultos, como contabilidade, impostos da empresa, pró-labore, INSS e até despesas para abrir a firma fora do Simples Nacional.
“Vale a pena virar PJ?” A resposta depende de cálculos que, na prática, quase ninguém faz. Profeta traz um exemplo simples: um PJ de R$ 20 mil pode valer menos do que um CLT de R$ 15 mil, dependendo do pacote de benefícios e da carga tributária. “O valor que chega na conta engana. O que importa é o total anual, já descontados todos os encargos e somados todos os direitos”, afirma o consultor, que acumula 35 anos de experiência em corporações como PwC, Amil e Embratel.
O regime PJ pode ser vantajoso, especialmente quando há liberdade de atuação, múltiplos clientes, renda variável, menos burocracia e enquadramento tributário favorável. Mas há também situações claramente desvantajosas e até ilegais, como subordinação típica de CLT, ausência de proteção trabalhista e perda total de benefícios, alerta o consultor.
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Antes do imposto
A Itaúsa comunicou nesta segunda-feira a aprovação do pagamento de proventos adicionais no valor bruto de R$ 8,722 bilhões (R$ 8,692 bilhões líquidos). Somados aos demais proventos já declarados, eleva a “distribuição líquida total no ano para um recorde de R$ 11,9 bilhões”.
São R$ 8,522 bilhões (equivalente a R$ 0,775364 por ação) em dividendos e R$ 170 milhões líquidos (R$ 0,01547 por ação) em Juros sobre Capital Próprio (JCP).
Como diz o comunicado, “reforçando o compromisso com a criação de valor sustentável aos seus acionistas” – no caso, boa parcela das famílias Setúbal e Villela.
Em 2026, o “valor sustentável” pagará 10% de Imposto de Renda (parcela de dividendos acima de R$ 50 mil por mês); Paulo Guedes havia proposto 20%.
Rápidas
O Instituto dos Advogados do RS (Iargs) realizará nesta quarta-feira, 12h, a palestra “Lei 14.711/2023 – Marco Legal das Garantias e as Novas Oportunidades de Negócios na Advocacia”, ministrada pelo registrador titular do Registro de Imóveis da 1ª Zona de Porto Alegre, João Pedro Lamana Paiva. O encontro será presencial e gratuito na sede do Instituo (Travessa Engenheiro Acilino de Carvalho, 21 – 6º andar) *** Na sexta-feira, 14h30, o Museu Afro Brasil Emanoel Araujo fará o lançamento do livro Wagner Celestino – A Velha Guarda do Samba de São Paulo”, no Teatro Ruth de Souza *** A psicanalista e escritora Ananda Falcão lança o livro Reconstrução Poética (Vira-Tempo Editora), em 5/12, 17h, na Biblioteca Central do Gragoatá, dentro da UFF, em Niterói *** A Biblioteca Nacional receberá “Bibliotecas do mundo” no próximo dia 5, 15h. Com entrada gratuita, o evento encerra o ano em que o Rio de Janeiro foi nomeado Capital Mundial do Livro (2025).

















