Coca

Recentemente, os Estados Unidos montaram mais uma base na América do Sul. Desta vez foi no Equador. O que não foi divulgado é que os norte-americanos há muito mantêm uma outra base naquele país. Se é coincidência, é difícil dizer, mas a base dos EUA fica na floresta conhecida como Coca. Os colombianos que se cuidem.

Espírito natalino
O presidente do Clube dos Diretores Lojistas do Rio (CDL-RJ), Sylvio Cunha, se mostrou muito preocupado com as vendas de Natal. A boataria, segundo ele, está colocando em desespero os empresários do setor. “As compras de Natal que as empresas fazem todos os anos em setembro, ainda não foram feitas, para que as lojas recebam as mercadorias em novembro. As lojas ainda não encomendaram e nem compraram nada. Além disso, o clima também não está nada propício: guerra, juros altos, desemprego, inflação, greve, entre outras coisas. Espero que as vendas melhorem até o fim do ano, mas acredito que ficará abaixo do que foi registrado no ano passado. Esperamos que o espírito natalino possa surpreender e mudar este quadro”.

Turbinas paradas
A diretoria da El Paso fala hoje, no Copacabana Palace, sobre a inauguração da termelétrica Macaé Merchant, que acontecerá amanhã, em Macaé – investimento de US$ 600 milhões. Também serão anunciados os novos projetos da El Paso no Brasil que incluem, entre outros, transporte de gás, geração térmica de energia e parcerias com o governo estadual, além das operações de trading (compra e venda de energia elétrica). A usina de Macaé, inicialmente, irá gerar 350 MW, por meio de oito turbinas, para vender no mercado, sem comprador firme. Só não se sabe quando. Apesar do governo federal ter aprovado a compra emergencial de energia das termelétricas, como queriam os empresários do setor (ansiosos em aproveitar os preços favoráveis no Mercado Atacadista), a nova termelétrica, assim como a inaugurada mês passado em Seropédica, vai ficar parada. A burocracia ainda não digeriu essa benesse federal.

Opção Rambo
Os US$ 130 bilhões prometidos por George Bush aos setores mais afetados pelos atentados de 11 de setembro, como aviação e seguradoras, somados aos gastos sem limites com a indústria armamentista mostram que a atual direção dos Estados Unidos optou pelo keynesianismo de guerra como caminho para resgatar a economia norte-americana. A avaliação é do sociólogo Francisco de Oliveira, que, em artigo para a Agência Carta Maior, observa que Bush se aproveita do ciclo superavitário herdado por dez anos de crescimento para “gastar largamente, inflando a fatura da indústria bélica e, em sequência, de toda a cadeia industrial”. Oliveira observa ainda, com ironia, que essa opção decorre do fato de os meios financeiros dos EUA não acreditarem “na precária teorização neoliberal” e “animaram-se com as notícias dos gastos governamentais e dos subsídios”.

Saldo
Esta coluna lamenta informar que os superávits na balança comercial que o Brasil está alcançando ainda se deve mais à desaceleração da economia – provocando redução das importações – do que à melhora das exportações, impulsionadas pela cotação favorável do dólar. Infelizmente, ainda vai passar algum tempo até o país superar quatro anos de populismo cambial e uma década de abertura comercial desastrada.

Das causas
Alvíssaras. Depois de sete anos de Real, Armínio Fraga, finalmente, reconhece que o principal problema do país é a dependência de capital externo. Sobre a causa dessa dependência, novo diagnóstico só em mais sete anos, quando, Fraga, na condição de consultor financeiro, oferecerá soluções para todos os problemas produzidos no presente.

Ocupação
Dois generais, um da ativa e outro da reserva, em reuniões semifechadas, quase exclusivas para militares, mostraram-se apreensivos com a possibilidade dos Estados Unidos ocuparem o território nacional, particularmente a Amazônia. Chegaram a levantar a hipótese do Exército brasileiro armazenar em solo amazônico armas e mantimentos para resistir a invasão ianque.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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