Collor não entendeu; Dilma também não; Bolsonaro imita

A manifestação desta quarta-feira em defesa da educação e contra a reforma da Previdência é “parte de um filme, e aí reside o maior problema de Bolsonaro. Conjuga-se, neste momento, 1) uma massiva manifestação com 2) uma popularidade que despencou de janeiro até março e 3) com a incapacidade do governo de fazer política e formar uma base que dê sustentação às ações governamentais”, analisa Rodrigo Augusto Prando, cientista político, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Bolsonaro quis enfrentar os críticos, o que pode render frutos entre seu público, mas tem efeito contrário em brasileiros que podem ter votado nele, mas que não integram a seita de simpatizantes do presidente. “Collor não entendeu os primeiros protestos contra seu governo; Dilma também não, chamando, emergencialmente, Lula e seu marqueteiro para entender o quadro então em voga”, escreveu Prando em artigo.

Dilma, à sua época, irritou o eleitorado, a sociedade, não ouviu e não entendeu as vozes das ruas, irritou a classe política e cometeu crime de responsabilidade. Bolsonaro, até onde sabemos, não tem problemas com a Justiça. No mais, Bolsonaro o já ‘dilmou’. A depender da resposta governamental, as manifestações podem tomar outras dimensões e, com isso, deteriorar ainda mais um governo precocemente desgastado”, avalia Prando.

Governar elegendo inimigos (imprensa, universidade, esquerdas, marxismo cultural, etc.) tem seu preço: anima os bolsonaristas, mas leva às ruas milhões de vozes plurais, não apenas partidos ou movimentos. Bolsonaro flerta com algo que pode fugir do controle e colocar sua governabilidade em xeque”. Finaliza o professor.

 

Tudo por um chocolate

Pesquisa online realizada pela empresa de segurança digital Avast apontou que os brasileiros não estão protegendo adequadamente suas contas online. Metade dos brasileiros (51%) usa a mesma senha para proteger várias contas, e 95% não utilizam números, caracteres especiais, letras maiúsculas e minúsculas, nem criam senhas que tenham pelo menos dez caracteres.

As senhas normalmente utilizam o nome do usuário ou de um membro da família (23%); do animal de estimação (8%); e a data do aniversário (14%).

Em 2007, pesquisa realizada em Londres, com 300 funcionários de escritórios, revelou que 64% entregariam as senhas dos computadores do escritório em troca de uma barra de chocolate e um sorriso. Para piorar, 29% dos funcionários de escritório conhecem os códigos de seus colegas, e alguém sempre tem a senha do chefe.

 

Avalanche

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Sebastião Reis afirmou que “a avalanche de habeas corpus se deve, dentre várias razões, também à decisão do Supremo Tribunal Federal que autorizou a execução provisória da pena de prisão, após a confirmação da sentença condenatória pela segunda instância”. O ministro foi homenageado em seminário organizado pelo Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB).

 

Conhecimento é a chave

Saber mais sobre honorários praticados na Consultoria, os setores que mais contratam e como os clientes chegam ao consultor. Estes são alguns dos temas do Curso Intensivo de Consultoria, ministrado por Luiz Affonso Romano, CEO do Laboratório da Consultoria e presidente da ABCO.

O curso será realizado em 23 e 24 de maio, no Ibef Rio. Inscrição: sympla.com.br/curso-intensivo-de-consultoria__486920

 

Torturando a Dona Gramática

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, não escorrega só na Matemática. Em certa ocasião, escreveu, sobre um curso da Unifesp, que “o mesmo talvez ficasse no campus”. Ensina a gramática que não se usa “mesmo” como pronome pessoal.

 

Rápidas

120 trabalhos da mostra Paul Klee – Equilíbrio Instável estarão no CCBB do Rio de Janeiro entre 15 de maio e 12 de agosto *** A Feira da Moda Inverno (feiradamodainverno.com.br) começará nesta sexta-feira e irá até o dia 26, no Centro de Eventos São Luís, no Metrô Consolação (SP) *** Será realizado de sexta a domingo, no Rio, o congresso “O Trabalhismo: Caminho brasileiro para o socialismo”, com apresentações de nomes como Marcio Pochmann e Saturnino Braga. Será na sede do Sindicato dos Bancários do Rio e marcará a comemoração do centenário do presidente João Goulart e os 15 anos da morte do ex-governador Leonel Brizola.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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