O Brasil encerrou 2025 entre os três países mais visados por ransomware no mundo, ao lado de EUA e Índia. O dado, divulgado em relatório global da Acronis, reforça um alerta importante: o problema não é apenas o volume de ataques, mas a transformação no modelo operacional do crime digital.
Ao todo, 7.681 organizações foram publicamente nomeadas como vítimas de ransomware no último ano. Embora o número seja expressivo, especialistas apontam que a principal mudança está na forma como os grupos criminosos atuam.
Análise recente da CSO Online mostra que os ataques deixaram de seguir o padrão “rápido e barulhento” para adotar uma estratégia mais silenciosa e persistente, baseada em permanência prolongada nas redes corporativas antes de aplicar de fato a extorsão.
O ransomware agora se infiltra antes de atacar. A nova geração de ataques se caracteriza pelo uso de ferramentas legítimas do próprio ambiente; exploração de credenciais válidas; permanência discreta por semanas ou meses e mapeamento detalhado de sistemas antes da criptografia.E essa abordagem dificulta a detecção por soluções tradicionais baseadas apenas em assinatura. No Brasil, onde os ataques por usuários cresceram 20% e 83% das ameaças por e-mail e o phishing continua a porta de entrada humana, a operação interna passou a ser estratégica.
Outro fator que altera o cenário é o uso operacional da inteligência artificial. Segundo o relatório, a IA deixou de ser experimental e passou a integrar o fluxo dos ataques. Ou seja, ela já é utilizada para automatizar negociações de resgate, personalizar abordagens de engenharia social e escalar ataques simultaneamente.
A combinação entre Brasil no Top 3 global de alvos, ataques mais silenciosos e o uso crescente de IA indica que o ransomware em 2026 será menos explosivo e mais estratégico – e potencialmente mais danoso para organizações que não revisarem sua postura de segurança agora.
Ataques já custam mais de US$ 5 milhões por incidente
Os ataques de ransomware seguem em alta no mundo e impõem perdas financeiras cada vez maiores às empresas. Em 2024, o custo médio de um incidente desse tipo chegou a US$ 5, 13 milhões, considerando paralisação operacional, recuperação de sistemas e impacto reputacional.
No mesmo período, o custo médio global de uma violação de dados atingiu US$ 4, 88 milhões, segundo levantamento internacional da IBM. Diante desse cenário, cresce a pressão sobre lideranças para revisar a forma como estruturam sua proteção digital.
Segundo o relatório State of Ransomware 2024, da Sophos, foram registrados 5.414 ataques de ransomware divulgados globalmente em 2024, alta de 11% em relação ao ano anterior. O crescimento demonstra que, mesmo com maior oferta de soluções de segurança, a maturidade organizacional não acompanha o ritmo das ameaças.
Leia também:
-
RM7 Corretora de Seguros no Insurance Immersion New York e reforça compromisso com a inovação no setor
A RM7 Corretora de Seguros esteve presente em um dos mais relevantes programas internacionais de inovação do mercado segurador, o Insurance Immersion New York, promovido pela Escola de Negócios e Seguros (ENS). A imersão ocorreu entre os dias 27 de abril e 1º de maio de 2026, nos Estados Unidos, reunindo executivos e lideranças do […]
-
Top Partners Experience celebra crescimento e fortalece rede de corretores do Grupo A12+
O Programa Partners do Grupo A12+, promoveu o “Top Partners Experience”, um encontro realizado em Belo Horizonte, voltado para estreitar o relacionamento com corretores e corretoras parceiros, compartilhar experiências e reconhecer os destaques da rede. O programa oferece as melhores soluções para os parceiros de negócios, ampliando o mix de produtos, para expandir o market […]
-
Vendas de cimento crescem 2,2% em abril
Volume de vendas de cimento por dia útil registrou 243,4 mil toneladas
-
RM7 Corretora de Seguros no Insurance Immersion New York e reforça compromisso com a inovação no setor
A RM7 Corretora de Seguros esteve presente em um dos mais relevantes programas internacionais de inovação do mercado segurador, o Insurance Immersion New York, promovido pela Escola de Negócios e Seguros (ENS). A imersão ocorreu entre os dias 27 de abril e 1º de maio de 2026, nos Estados Unidos, reunindo executivos e lideranças do […]
-
Henrique Pinheiro revela detalhes de seu livro, Crônicas de um Mercado sem Pudor
Henrique Pinheiro tinha vinte anos quando entrou na Corretora Laureano, uma das maiores do Rio de Janeiro, em 1979, em plena ditadura militar. Pouco tempo depois, a empresa foi incorporada pela Coroa-Brastel. Ali, ele testemunhou o maior escândalo financeiro, na reta final da ditadura militar. Com 45 anos no mercado financeiro brasileiro e internacional e passagens […]
-
Pedido de cassação
A deputada estadual Martha Rocha (PDT-RJ) entrou com protocolo para que a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) envie ao Conselho de Ética uma representação com pedido de cassação imediata do mandato do deputado Thiago Rangel (Avante), com base nas investigações da Operação “Unha e Carne”, da Polícia Federal. O parlamentar teve […]























