Com IA, ransomware fica mais silencioso e amplia risco para 2026

Brasil está no top 3 global dos países mais vulneráveis

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Código binário (foto: Carsten Mueller, Freeimages)
Código binário (foto: Carsten Mueller, Freeimages)

O Brasil encerrou 2025 entre os três países mais visados por ransomware no mundo, ao lado de EUA e Índia. O dado, divulgado em relatório global da Acronis, reforça um alerta importante: o problema não é apenas o volume de ataques, mas a transformação no modelo operacional do crime digital.

Ao todo, 7.681 organizações foram publicamente nomeadas como vítimas de ransomware no último ano. Embora o número seja expressivo, especialistas apontam que a principal mudança está na forma como os grupos criminosos atuam.

Análise recente da CSO Online mostra que os ataques deixaram de seguir o padrão “rápido e barulhento” para adotar uma estratégia mais silenciosa e persistente, baseada em permanência prolongada nas redes corporativas antes de aplicar de fato a extorsão.

O ransomware agora se infiltra antes de atacar. A nova geração de ataques se caracteriza pelo uso de ferramentas legítimas do próprio ambiente; exploração de credenciais válidas; permanência discreta por semanas ou meses e mapeamento detalhado de sistemas antes da criptografia.E essa abordagem dificulta a detecção por soluções tradicionais baseadas apenas em assinatura. No Brasil, onde os ataques por usuários cresceram 20% e 83% das ameaças por e-mail e o phishing continua a porta de entrada humana, a operação interna passou a ser estratégica.

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Outro fator que altera o cenário é o uso operacional da inteligência artificial. Segundo o relatório, a IA deixou de ser experimental e passou a integrar o fluxo dos ataques. Ou seja, ela já é utilizada para automatizar negociações de resgate, personalizar abordagens de engenharia social e escalar ataques simultaneamente.

A combinação entre Brasil no Top 3 global de alvos, ataques mais silenciosos e o uso crescente de IA indica que o ransomware em 2026 será menos explosivo e mais estratégico – e potencialmente mais danoso para organizações que não revisarem sua postura de segurança agora.

Ataques já custam mais de US$ 5 milhões por incidente

Os ataques de ransomware seguem em alta no mundo e impõem perdas financeiras cada vez maiores às empresas. Em 2024, o custo médio de um incidente desse tipo chegou a US$ 5, 13 milhões, considerando paralisação operacional, recuperação de sistemas e impacto reputacional.

No mesmo período, o custo médio global de uma violação de dados atingiu US$ 4, 88 milhões, segundo levantamento internacional da IBM. Diante desse cenário, cresce a pressão sobre lideranças para revisar a forma como estruturam sua proteção digital.

Segundo o relatório State of Ransomware 2024, da Sophos, foram registrados 5.414 ataques de ransomware divulgados globalmente em 2024, alta de 11% em relação ao ano anterior. O crescimento demonstra que, mesmo com maior oferta de soluções de segurança, a maturidade organizacional não acompanha o ritmo das ameaças.

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