Com pessoas em casa, demanda por alimentos no lar é mais forte

Segundo analista, isso inibe, assim, a redução da inflação de alimentos.

Opinião do Analista / 16:50 - 23 de set de 2020

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Nossa expectativa - Esperamos IPCA em + 0,50% ao final de setembro, sendo impulsionado principalmente por pressões adicionais provenientes da inflação de alimentação em casa. O impacto dos preços do produtor agrícola ao consumidor é mais intenso em dois meses, mas há impactos residuais que podem se estender por até 6 meses à frente. Nesse cenário, isso pode levar à redução da inflação de alimentos ao consumidor apenas no início do próximo ano, embora devamos observar alguma desaceleração gradual dos preços ao produtor agrícola nas próximas leituras. Por outro lado, no curto prazo, os preços administrados devem apresentar variação mais moderada, refletindo a queda nas taxas de planos de saúde em setembro e a expectativa de queda nos preços da gasolina em outubro.

A demanda relativamente mais fraca em tempos de menor valor do auxílio mensal (R$ 300 contra R$ 600 anterior) pode reduzir a pressão sobre a inflação de alimentos no 4T20. No entanto, isso é pelo menos parcialmente compensado por uma recuperação gradual do mercado de trabalho, bem como pela utilização da poupança acumulada pela população. Enfim, estamos enfrentando um momento inusitado em que as pessoas ficam mais tempo em casa, por isso a demanda por alimentos em casa é mais forte, inibindo assim a redução da inflação de alimentos.

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Mitsubishi UFJ Financial Group, Inc. (MUFG)

 

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